A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 289,346 bilhões em julho, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 25. O órgão havia oficialmente adiado a divulgação, mas os dados foram publicados sem aviso no site da Fisco.
O montante ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 284,600 bilhões em julho, após R$ 264,437 bilhões em junho. As estimativas variavam de R$ 266,9 bilhões a R$ 288,6 bilhões.
O resultado de julho representa uma alta de 8,97% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período.
A Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 64,215 bilhões, representando crescimento real de 5,50%. Esse desempenho decorre do crescimento real de 5,30% da massa salarial de junho de 2026 em relação a junho de 2025.
Além disso, houve aumento real de 6,86% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em julho de 2026 em relação a julho de 2025 e crescimento de 15,31% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a julho de 2025.
O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de R$ 13,449 bilhões, com crescimento real de 29,47%. Esse resultado se deve aos aumentos nominais de 24,34% na arrecadação do item "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)" e de 90,82% na arrecadação do item "Juros sobre Capital Próprio".
O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 64,922 bilhões, representando crescimento real de 4,52%. Esse resultado pode ser explicado pelo desempenho das arrecadações do balanço trimestral (+10,99%) e do lucro presumido (+5,06%).
As receitas com o IOF, por sua vez, aumentaram 19,35% acima da inflação frente a julho de 2025, e atingiram R$ 8,169 bilhões.