FPA: internet e qualificação são gargalos para produtividade no campo

Tereza Cristina disse que os ganhos de produtividade registrados pelo agronegócio brasileiro nas últimas décadas foram resultado de investimento em pesquisa, tecnologia, eficiência e qualificação profissional

25/08/2026 às 11:14 atualizado por Gabriel Azevedo, Eduardo Laguna, Francisco Carlos de Assis e Isadora Duarte - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 25 - A falta de acesso à internet e de profissionais qualificados está entre os entraves para novos ganhos de produtividade no campo, afirmou nesta terça-feira, 25, a vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, senadora Tereza Cristina (PP-MS), durante o Fórum CNA 2026 - Agenda Brasil: Crescimento, Emprego e Competitividade, no Grand Hyatt São Paulo. "Hoje, o que mais falta é internet e profissionais qualificados no campo. Isso não se resolve com discursos. Resolve-se com formação e com política pública consistente, inclusive de infraestrutura", afirmou.

Tereza Cristina disse que os ganhos de produtividade registrados pelo agronegócio brasileiro nas últimas décadas foram resultado de investimento em pesquisa, tecnologia, eficiência e qualificação profissional. "Não foi por milagre, foi ciência, foi tecnologia, foi eficiência na produção e qualificação do produtor rural", afirmou.

A senadora também defendeu a ampliação da formação de trabalhadores e da assistência técnica no campo. "Quem qualifica mão de obra hoje é quem terá produtividade amanhã", disse, ao destacar o trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Segundo Tereza Cristina, o desafio da produtividade também precisa ser observado no restante da economia.

Ela afirmou que o Brasil combina níveis baixos de desemprego com desempenho aquém do desejado em produtividade. "Não é contradição, é diagnóstico", disse. "Sem produtividade, sabemos que não existe ganho na massa salarial que se sustente, nem ganho real na renda dos trabalhadores." Na avaliação da senadora, infraestrutura e qualificação precisam caminhar junto com tecnologia para que o setor produtivo continue elevando sua eficiência. Ela citou conectividade e formação profissional entre as áreas que exigem políticas públicas de longo prazo.

A senadora também cobrou uma atuação diplomática mais assertiva do Brasil na defesa dos interesses do agronegócio no exterior, num momento em que o setor enfrenta barreiras comerciais impostas por parceiros internacionais. "Precisamos de uma diplomacia de alto nível para defender os interesses do Estado, e não do governo", afirmou, sem detalhar episódios específicos de restrição ao produto brasileiro. Evento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Estadão e curadoria do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.


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