FGV: confiança do consumidor cai 3,6 pontos em agosto ante julho, para 84,7 pontos

Recuo sinaliza uma piora no humor das famílias com relação à economia, refletida pela deterioração das expectativas para o futuro e uma percepção mais desfavorável sobre o momento presente

25/08/2026 às 08:34 atualizado por Paula Martini - Estadão | Siga-nos no Google News
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A confiança do consumidor caiu 3,6 pontos em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. Naquele mês, a confiança havia sido de 83,5 pontos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 25, pela Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). O resultado representa a quarta queda mensal consecutiva.

 

De acordo com o FGV/Ibre, o recuo sinaliza uma piora no humor das famílias com relação à economia, refletida pela deterioração das expectativas para o futuro e uma percepção mais desfavorável sobre o momento presente.

 

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista da FGV, o resultado foi homogêneo entre as faixas de renda e reflete condições financeiras difíceis, com consumidores "altamente endividados e inadimplentes", além de juros elevados.

 

A economista avalia que o movimento recente "parece sinalizar uma desaceleração do consumo das famílias para o segundo semestre deste ano", apesar do mercado de trabalho ainda forte.

 

Na média móvel trimestral, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cedeu 1,4 ponto, para 87,2 pontos. Em agosto, a queda do ICC foi puxada por ambos os grandes componentes do indicador. O Índice de Expectativas (IE) recuou 5,4 pontos, para 86,1 pontos, menor patamar desde julho de 2022 (85,6 pontos). Já o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,6 ponto, para 83,8 pontos.

 

Entre os itens de expectativas, o maior recuo veio do indicador de compras previstas de bens duráveis, que caiu 10,0 pontos, para 74,7 pontos, no menor nível desde julho de 2022 (68,1 pontos). Também houve piora na percepção sobre a situação financeira futura da família, com queda de 4,6 pontos, para 82,9 pontos. O indicador de situação econômica local futura cedeu 0,6 ponto, para 103,3 pontos.

 

No bloco de avaliação do presente, o indicador de situação financeira atual da família caiu 1,2 ponto, para 74,3 pontos, enquanto a leitura sobre a situação econômica local atual ficou praticamente estável, ao recuar 0,1 ponto, para 93,6 pontos. A sondagem do consumidor coletou entrevistas entre 1º e 20 de agosto.


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