A USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira, 24, que a sociedade de propósito específico que adquirirá 100% da produção da Fase 1 de materiais de terras raras produzidos pelo Serra Verde Group, do Brasil, concluiu os trâmites de sua capitalização. Em comunicado, a empresa apontou que o Departamento de Guerra se comprometeu a investir US$ 750 milhões um valor US$ 250 milhões superior aos US$ 500 milhões originalmente previstos.
Com a conclusão da aquisição da Serra Verde, a USA Rare Earth passará a deter a única mina fora da Ásia a produzir comercialmente os quatro elementos de terras raras magnéticos, consolidando assim uma cadeia de valor integrada de terras raras, da mina ao ímã e além. A capitalização totalizou um montante ampliado de US$ 1,55 bilhão em recursos.
"Apreciamos o apoio estratégico e o compromisso de financiamento ampliado do governo dos EUA e temos orgulho de dar continuidade à nossa sólida parceria para construir uma cadeia de suprimentos de terras raras segura e resiliente", afirmou Michael Blitzer, Presidente do Conselho da USA Rare Earth. "Com mais de US$ 1 bilhão já investidos, a Serra Verde é um dos projetos de terras raras mais avançados do mundo. A Serra Verde agora pode começar a fornecer esses materiais críticos para o mercado dos EUA e está posicionada para ser a primeira a entregar os quatro tipos em escala para as cadeias de suprimentos do Ocidente", apontou.
A USA Rare Earth passará a ser proprietária da mina Pela Ema, em Goiás - a única de terras raras em argila iônica em produção comercial fora da Ásia - e operará uma cadeia de valor integrada de terras raras, da mina ao ímã, abrangendo os Estados Unidos, o Reino Unido e o Brasil.
Os ímãs de terras raras são componentes fundamentais das tecnologias que impulsionam a economia atual: desde a mobilidade e a eletrificação até a robótica e os data centers, passando por plataformas aeroespaciais e de defesa que garantem a segurança nacional, bem como tecnologias energéticas e médicas que melhoram vidas em todo o mundo. A transação também proporcionará à Serra Verde acesso a tecnologias emergentes de processamento de terras raras, aprofundando a integração da cadeia de valor combinada das duas empresas.