São Paulo, 24 - A indústria brasileira de alimentação animal produziu 22,6 milhões de toneladas de rações no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,4% ante igual período do ano passado, segundo a primeira prévia divulgada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). O avanço foi sustentado principalmente pelas cadeias de frangos e suínos, que concentram a maior parte da demanda. Para o ano, a entidade projeta 94,9 milhões de toneladas de rações, crescimento de 4,6% sobre 2025. Considerando também o sal mineral, o volume total deve chegar a 98,4 milhões de toneladas, 4,5% acima do ano anterior.
A avicultura de corte respondeu pela maior parcela da demanda no primeiro trimestre, com cerca de 10 milhões de toneladas de rações, avanço de aproximadamente 6% sobre os 9,4 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025. Para o ano, a estimativa é de 39,8 milhões de toneladas, alta de 5%.
Na suinocultura, a demanda chegou a 5,5 milhões de toneladas no primeiro trimestre, ante 5,1 milhões de toneladas um ano antes, crescimento de 7,8%. A previsão para 2026 é de 23,6 milhões de toneladas, aumento de 5%. O resultado acompanha o avanço do abate de suínos, que alcançou 15,3 milhões de cabeças no período, e o desempenho das exportações, que ajudou a absorver a maior oferta de carne.
Entre as demais cadeias, a produção de rações para poedeiras somou 1,84 milhão de toneladas no trimestre, alta de 4% ante 2025, enquanto a previsão para o ano é de 7,73 milhões de toneladas. Para bovinos de corte, foram cerca de 1,3 milhão de toneladas no primeiro trimestre, crescimento de 8,5%, com expectativa de 8,23 milhões de toneladas no ano, o que representaria avanço de 6%. Já a pecuária leiteira demandou 2,02 milhões de toneladas, avanço de 3,1%, e deve encerrar 2026 com 7,9 milhões de toneladas, crescimento de 2,5%.
A produção de alimentos industrializados para cães e gatos alcançou aproximadamente 1,02 milhão de toneladas no primeiro trimestre, crescimento de 1% em relação aos 1,01 milhão de toneladas de igual período de 2025. A projeção para o ano é de 4,15 milhões de toneladas, alta de 2,5%.
Na aquicultura, a demanda por rações foi de cerca de 500 mil toneladas no trimestre, alta de 6,4%, e deve atingir 1,97 milhão de toneladas em 2026, crescimento de 4,2%. Dentro do segmento, a carcinicultura segue em expansão com a adoção de automação da alimentação, melhorias na aeração e no conforto ambiental e maior adequação das densidades de cultivo. Para equinos, a estimativa é de estabilidade, em 1,01 milhão de toneladas no ano.
O Sindirações atribui, em nota, o desempenho do setor aos avanços de produtividade e eficiência nas cadeias de proteína animal, além da maior adoção de tecnologias de produção e nutrição de precisão.
Segundo o CEO da entidade, Ariovaldo Zani, o resultado do primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação da indústria mesmo diante de desafios sanitários, medidas tarifárias e barreiras comerciais.
"O desempenho do primeiro trimestre reforça a resiliência da cadeia brasileira de proteína animal, apoiada em ganhos de eficiência zootécnica, padronização nutricional e avanço das tecnologias de produção", afirmou Zani, na nota. Segundo ele, esses fatores ajudam a preservar a competitividade brasileira no mercado internacional de proteínas animais.