Anec corta previsão para exportação de soja em agosto e eleva a de milho

Farelo de soja deve somar 2,52 milhões de toneladas em agosto, praticamente estável ante os 2,53 milhões de toneladas projetados na semana anterior

19/08/2026 às 11:24 atualizado por Gabriel Azevedo - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 19/08/2026 – A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo a estimativa de exportação de soja em agosto, para 10,56 milhões de toneladas, ante 10,88 milhões de toneladas projetadas na semana anterior. Mesmo com o ajuste, o volume representa alta de 30,3% em relação às 8,11 milhões de toneladas embarcadas em agosto de 2025. Na comparação com julho deste ano, quando o Brasil exportou 12,04 milhões de toneladas, a nova estimativa indica recuo de 12,3%.

De janeiro a julho, os embarques de soja somaram 84,62 milhões de toneladas, alta de 5,8% ante as 79,99 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. Considerando a estimativa para agosto, o total de janeiro a agosto chega a 95,19 milhões de toneladas, crescimento de 8% ante as 88,10 milhões de toneladas embarcadas no mesmo intervalo do ano passado.

Para o milho, a Anec elevou a projeção de agosto para 5,63 milhões de toneladas, ante 5,17 milhões de toneladas estimadas na semana anterior. A revisão reflete o avanço da colheita da segunda safra e a maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar do ajuste para cima, o volume ainda representa queda de 23,2% ante as 7,34 milhões de toneladas exportadas em agosto de 2025. Frente a julho, quando foram embarcadas 2,89 milhões de toneladas, a estimativa avança 94,9%.

De janeiro a julho, o Brasil exportou 9,12 milhões de toneladas de milho, recuo de 5,4% ante as 9,63 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. Com a estimativa de agosto incorporada, o total de janeiro a agosto soma 14,75 milhões de toneladas, queda de 13,1% ante as 16,97 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado.

O farelo de soja deve somar 2,52 milhões de toneladas em agosto, praticamente estável ante os 2,53 milhões de toneladas projetados na semana anterior e ante os 2,53 milhões de toneladas embarcadas em julho. Na comparação anual, o volume representa alta de 24,6% sobre as 2,02 milhões de toneladas de agosto de 2025. No acumulado do ano, considerando a programação de agosto, as exportações do produto somam 17,78 milhões de toneladas, crescimento de 15,2% ante o mesmo período de 2025.

Na leitura semanal, a programação de embarques de 16 a 22 de agosto aponta alta de 10,6% para a soja, a 2,59 milhões de toneladas, ante 2,34 milhões de toneladas na semana anterior. O milho sobe 41,6%, para 1,45 milhão de toneladas, enquanto o farelo de soja mais que dobra, com alta de 107%, para 653 mil toneladas. O sorgo também avança, para 136 mil toneladas, ante 69 mil toneladas na semana anterior.

O line-up dos portos para a semana de 16 a 22 de agosto tem Santos na liderança dos embarques de soja, com 698 mil toneladas, seguido por Paranaguá (476 mil t), Rio Grande (331 mil t), São Luís/Itaqui (300 mil t) e Aratu/Cotegipe (280 mil t). No milho, Santos também lidera, com 628 mil toneladas, à frente de Barcarena (379 mil t) e Santarém (174 mil t). Para farelo de soja, os maiores volumes saem por Santos (272 mil t) e Paranaguá (184 mil t).

Na semana anterior (9 a 15 de agosto), os embarques de soja haviam somado 2,34 milhões de toneladas, com São Luís/Itaqui à frente (560 mil t), seguido por Rio Grande (400 mil t) e Santos (284 mil t). O milho totalizou 1,02 milhão de toneladas, puxado por Barcarena (376 mil t) e Santos (302 mil t). O farelo de soja alcançou 316 mil toneladas, com Paranaguá (127 mil t) e Santos (127 mil t) na liderança.

A China segue como principal destino da soja brasileira, absorvendo 71% do total exportado entre janeiro e julho, seguida por Espanha (4%) e Tailândia, Turquia e Irã, com 3% cada. No milho, o Irã lidera as compras, com 30% do volume embarcado no período, à frente de Egito e Vietnã, com 14% cada. Para o farelo de soja, a Indonésia é o maior comprador, com 18% do total, seguida por Tailândia (11%), Holanda e França (10% cada).

A Anec ressalta que os volumes ainda podem sofrer alterações em virtude de condições específicas de cada porto, além de fatores climáticos e logísticos, que seguem afetando o ritmo da colheita da segunda safra de milho.


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