Uma base no Norte possivelmente será necessária, afirma presidente da Transpetro

18/08/2026 às 15:58 atualizado por Gabriela da Cunha - Estadão | Siga-nos no Google News
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O presidente da Transpetro, Sergio Bacci, afirmou nesta terça-feira, 18, que a subsidiária de logística da Petrobras já avalia a necessidade de uma base no Norte diante dos desdobramentos da campanha exploratória no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias da Margem Equatorial. No entanto, em sua avaliação, o tema ainda não deve se refletir na revisão do Plano de Negócios 2027-2031 da estatal.

"Nós já estamos olhando a região Norte, porque, possivelmente, vamos precisar ter alguma base para poder fazer o alívio das plataformas recolher o petróleo e transportá-lo até a costa ou exportar parte da produção", afirmou ele a jornalistas durante a Navalshore, feira da indústria marítima no Rio de Janeiro. "Possivelmente, o refino do óleo vai acontecer na Replan (Refinaria de Paulínia-SP), então vamos precisar trazer esse óleo por cabotagem", complementou.

Em relação ao local para a instalação de um possível terminal de transbordo de carga, Bacci pontuou que a decisão "será com base no que for melhor para a companhia". "É uma descoberta muito recente e tem um tempo ainda de maturação. Teremos um caminho longo ainda em tudo que envolve a Margem Equatorial. É evidente que vai ter barco de apoio. Mas qual vai ser o tamanho disso vai depender da prospecção na área", complementou.

Entregas

Bacci também detalhou o cronograma de expansão da frota e os investimentos ligados ao aumento da produção de petróleo e à demanda por logística no País. São 13 navios em construção no Brasil - quatro navios de produtos, cinco gaseiros e quatro de médio porte do tipo MR1 - além de 18 empurradores e 18 barcaças destinados ao novo segmento de navegação interior.

Além das encomendas nacionais, a subsidiária holandesa TIBV contratou nove navios aliviadores, em construção na Coreia do Sul. O primeiro deverá ser entregue em março e, a partir daí, a empresa prevê uma nova entrega a cada três meses.

No segmento de gaseiros, há três navios em construção na China, com expectativa de entrega em até 2,5 anos.

"A indústria naval brasileira depende de demanda perene. Para os próximos quatro anos, já há quatro MR2 até 55.000 toneladas de porte bruto no plano de negócios da Transpetro, em fase de estudo", finalizou Bacci.


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