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São Paulo, 13/08/2026 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou ontem (12) suas estimativas para a produção de milho e de soja no país. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, a agência estimou a safra de soja em 2026/27 em 4,519 bilhões de bushels (123 milhões de toneladas), ante 4,475 bilhões de bushels (121,80 milhões de toneladas) projetados no mês anterior. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um número menor, de 4,469 bilhões de bushels (121,64 milhões de toneladas). A estimativa de rendimento passou de 53 para 52,7 bushels por acre (3,565 para 3,544 toneladas por hectare). A maior projeção de safra foi motivada por um aumento da área.
Para o milho, o USDA aumentou levemente sua projeção de colheita, de 16 bilhões para 16,013 bilhões de bushels (406,4 milhões para 406,73 milhões de toneladas). Os analistas esperavam uma redução para 15,944 bilhões de bushels (405 milhões de toneladas). A produtividade foi cortada de 183 para 180,7 bushels por acre (11,487 para 11,342 toneladas por hectare). Assim como no caso da soja, a alta na estimativa de produção refletiu uma maior área.
Já para a produção total de trigo dos EUA em 2026/27, o USDA reduziu levemente sua projeção, que passou de 1,536 bilhão para 1,531 bilhão de bushels (41,81 milhões para 41,67 milhões de toneladas). Analistas esperavam uma redução maior, para 1,527 bilhão de bushels (41,56 milhões de toneladas). A estimativa para a safra de inverno foi mantida em 990 milhões de bushels (26,95 milhões de toneladas), enquanto o mercado esperava 986 milhões de bushels (26,84 milhões de toneladas).
Estoques
Quanto aos estoques nos EUA, o USDA elevou sua projeção de reservas de soja ao fim da temporada 2026/27 de 310 milhões para 320 milhões de bushels (8,44 milhões para 8,71 milhões de toneladas). Os analistas esperavam uma redução para 302 milhões de bushels (8,22 milhões de toneladas).
Para o milho, a projeção de estoques finais no país passou de 1,79 bilhão para 1,653 bilhão de bushels (45,47 milhões para 41,99 milhões de toneladas). A expectativa do mercado era de um volume de 1,73 bilhão de bushels (43,94 milhões de toneladas).
Em relação ao trigo, o USDA reduziu a projeção de reservas de 722 milhões para 717 milhões de bushels (19,65 milhões para 19,52 milhões de toneladas) em 2026/27. Os analistas esperavam um volume de 718 milhões de bushels (19,54 milhões de toneladas).
Estoques mundiais
O USDA manteve os estoques globais de soja ao fim de 2026/27 em 124,2 milhões de toneladas, enquanto os analistas esperavam reservas de 124,4 milhões de toneladas. Para o milho, o USDA reduziu a estimativa de 275,3 milhões para 274,7 milhões de toneladas. Os analistas esperavam a projeção de um volume menor, de 273,4 milhões de toneladas. Em relação ao trigo, o USDA elevou as reservas globais de 272,8 milhões para 273,3 milhões de toneladas, acima da estimativa de analistas, de 271,9 milhões de toneladas.
Soja e o milho no Brasil em 2025/26
O USDA elevou sua estimativa para a produção de soja do Brasil na safra 2025/26 de 180 milhões para 180,5 milhões de toneladas. A estimativa para as exportações permaneceu em 115 milhões de toneladas, segundo dados do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde). Para a safra 2026/27, o USDA manteve a projeção para a produção brasileira em 186 milhões de toneladas, com embarques de 118 milhões de toneladas.
Para o milho, o USDA aumentou sua estimativa para a produção brasileira de 138 milhões para 140 milhões de toneladas na safra 2025/26. A projeção para as exportações foi reduzida de 43 milhões para 42 milhões de toneladas. Para 2026/27, a produção foi mantida em 139 milhões de toneladas, com embarques de 44 milhões de toneladas.
Na Argentina, o USDA manteve a estimativa para a produção de milho em 2025/26 em 63 milhões de toneladas. A previsão para as exportações ficou estável em 45 milhões de toneladas. Para 2026/27, a produção foi mantida em 55 milhões de toneladas, com embarques de 38 milhões de toneladas.
Quanto à soja, o USDA reduziu a estimativa para a produção argentina em 2025/26 de 50 milhões para 49,5 milhões de toneladas. Para 2026/27, a projeção permaneceu em 50 milhões de toneladas.
(Equipe AE, com informações da Dow Jones Newswires)