Internacional

Ministério da Agricultura do Japão prepara projeto para permitir abate preventivo de suínos

Iniciativa é para evitar que a peste suína africana adoeça o plantel japonês

28/11/2019 - 16:39 | Por Rafaela Flôr* - SBA

Segundo informações da Suinocultura Industrial, o Ministério do Japão permitirá abates de suínos como ação preventina contra a peste suína africana, em caso de incidência da doença no país. O ministério enviará o projeto no ano que vem para revisar a Lei de Controle de Doenças Infecciosas com Animais Domésticos. A lei atual permite abates preventivos somente para febre aftosa, com a última ocorrência na província de Miyazaki, em 2010.

A peste suína africana, que tem se espalhado na Ásia, é mais infecciosa do que a peste suína clássica atualmente encontrada no centro do Japão e não tem uma cura eficaz. O ministério vê o abate preventivo de suínos não infectados em fazendas próximas a locais infectados como a única maneira viável de prevenir uma epidemia.

Acredita-se que a medida de abate seja aplicada a fazendas de suínos a vários quilômetros de instalações com infecções por peste suína africana, de acordo com as autoridades. O ministério continuará a consultar especialistas sobre o escopo para a medida, o que provavelmente causará um golpe na indústria de carne suína.

O projeto também procura fortalecer a autoridade do governo sobre a prevenção da peste suína, em um esforço para acelerar a resposta aos surtos. Isso permitiria ao governo central forçar prefeituras a emitir instruções ou ordens para fazendas de porcos com gestão de saneamento básico.

A peste suína africana se espalhou pela Ásia desde o surto na China no ano passado. A doença chegou à Coreia do Sul em setembro e as autoridades japonesas dizem que poderia chegar ao país a qualquer momento. Houve mais de 80 casos de vírus da peste suína africana detectados em salsichas e outros produtos suínos levados ilegalmente para o Japão por viajantes estrangeiros.

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas do Japão aumentará os esforços para deter a doença na fronteira, aumentando o número de cães farejadores nos aeroportos e outros pontos de entrada para 140 no próximo ano fiscal.

O ministério também concordou com as autoridades aduaneiras chinesas em fortalecer as inspeções de quarentena de produtos agrícolas e animais. Os dois países também concordaram em promover a cooperação técnica para o uso de equipamentos de raio-X, bem como campanhas conjuntas para informar os viajantes sobre inspeções mais rigorosas.

Com informações de Suinocultura Industrial.
*Texto supervisionado por Douglas Ferreira.

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