Mercado

Em MT, baixa oferta para frigoríficos e cotações em alta

Imea informa que a tendência é continuar com mercado aquecido

27/11/2019 - 16:09 | Por Rafaela Flôr* - SBA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou o boletim semanal do mercado bovino. O estudo constatou que, com a redução da disponibilidade de carne no mercado doméstico, os preços na ponta da cadeia têm valorizado. Comparado com a primeira semana de novembro deste ano e a terceira do mês, a média das cotações da carne bovina nas gôndolas em Mato Grosso subiu 12,01%, valor correspondente a R$24,17/kg. Em relação ao mesmo período do ano passado, em termos nominais, o aumento é de 19,97%, uma vez que na época os preços estavam em torno de R$20,15/kg.

Dos cortres dianteiros os que mais apresentaram aumentaram no período foram o acém (+15,29%), o peixinho (15,22%)e o peito, coxão duro e coxão mole, com valorizações em torno de 14,60%. Já dos cortes do traseiro, os que mais apresentaram alta foram o miolo de alcatra (+17,19%), o lagarto (+15,15%), o filé mignon (+7,93%) e a picanha (+6,74%). Com a proximidade do final de ano e demanda aquecida, tanto interna como externa, esse cenário tende a se sustentar.

Na última semana, novamente as cotações seguiram em valorização. Desta vez, os incrementos semanais foram de 6,04% para a arroba do boi gordo e 7,67% para a da vaca gorda. Assim, os preços médios ficaram em torno de R$ 173,24/@ e            R$ 163,57/@, respectivamente.

Abate e demanda

A demanda no mercado de reposição está maior. No entanto, a baixa oferta de animais tem limitado o fechamento de negócios efetivos. Assim, o preço do bezerro 12 meses na última semana não valorizou na mesma intensidade que dos animais para abate, apenas 2,32% no comparativo semanal.

A escala de abate aumentou na semana passada, devido à entrega de animais de confinamento e de animais mais jovens, que foram antecipados da recria. Assim, o avanço das programações foi de 0,14 dia, ficando em 6,07 dias.

O diferencial de base SP-MT na semana passada alargou 5,70 p.p., se fixando a -20,69%. Apesar da valorização da arroba em ambas as praças, em São Paulo o incremento foi maior, de 13,82%.

Atualmente, as escalas de abate registraram os menores valores desde o ano pas-sado. Como exemplo, de outubro para novembro, as escalas caíram 9,10%, ficando na média de 5,40 dias. Já em relação ao mesmo período de 2018, as programações estão 19,83% menores, quando estavam por volta de 6,74 dias. Isso significa que, alinhado com o que o mercado tem reportado, de fato a indústria está com dificuldades para fechar as escalas.

Diante disso, as cotações da arroba do boi gordo, que estavam praticamente estagnadas desde o começo do ano, agora seguem em valorização. No mesmo período, o aumento foi de 9,72% e em relação ao mesmo período do ano passado, foi de 19,82%, alcançando o patamar de R$ 170,00/@ no mercado mato-grossense. Este cenário nunca foi visto no estado e se a demanda continuar neste ritmo, o aumento da arroba pode perdurar pelo menos até o final do ano.

Com informações de Imea.
*Texto supervisionado por Douglas Ferreira.

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