Colheita da 2ª safra de milho no MS alcança 37,3% da área, diz Aprosoja

O monitoramento das lavouras aponta que 71% das áreas apresentam boas condições de desenvolvimento, 17,9% estão em condição regular e 11,1% em condição ruim

06/08/2026 às 09:15 atualizado por Gabriel Azevedo - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 06/08/2026 – A colheita da segunda safra de milho 2025/26 em Mato Grosso do Sul alcançou 37,3% da área cultivada até sexta-feira (31), o equivalente a aproximadamente 823 mil hectares, segundo levantamento do Projeto Siga-MS, da Aprosoja/MS. O ritmo dos trabalhos está 5,4 pontos porcentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/25, de acordo com a série histórica da entidade.

A região sul do Estado concentra o maior avanço da colheita, com 38,6% da área já colhida. Na sequência aparecem as regiões norte, com 37,5%, e centro, com 33,1%. A Aprosoja/MS avalia que os trabalhos entram agora na fase de maior concentração da colheita no Estado, mas alerta que a previsão de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento nas regiões sudoeste, sul, sudeste e leste pode reduzir a janela para a entrada das máquinas nos próximos dias.

A entidade manteve a estimativa para a segunda safra em 2,206 milhões de hectares, com produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. O milho ocupa neste ciclo cerca de 46% da área cultivada com soja em Mato Grosso do Sul, abaixo dos aproximadamente 75% observados em anos anteriores. Segundo o boletim, a redução está relacionada à adoção de culturas alternativas de segunda safra, como sorgo, milheto e pastagens, em áreas fora da janela considerada mais favorável pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

O monitoramento das lavouras aponta que 71% das áreas apresentam boas condições de desenvolvimento, 17,9% estão em condição regular e 11,1% em condição ruim. A região nordeste registra o maior porcentual de lavouras em boas condições, com 96,7%, seguida da região norte, com 89,3%. No outro extremo, a região central concentra o maior porcentual de áreas classificadas como ruins, com 23,8%, enquanto a região sul-fronteira registra 17,7%.

Na comercialização, os produtores haviam negociado 40,5% da produção da segunda safra até 3 de agosto, dois pontos porcentuais inferior ao observado no mesmo período de 2025. No mercado interno, o preço médio da saca permaneceu praticamente estável na última semana, cotado em R$ 49,00, segundo a Aprosoja/MS.


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