Soja recua no fim de julho, mas fecha o mês com as maiores médias de 2026

Limite de cotas em portos e desmobilização de compradores pressionam cotações spot; médias mensais acumuladas atingem recorde real no ano

03/08/2026 às 08:50 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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Após emplacarem uma sequência de altas expressivas ao longo de julho, as cotações da soja recuaram no mercado físico brasileiro no encerramento do mês. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão vendedora ganhou força com a redução de cotas de embarque disponíveis nos principais portos do país para agosto, o que elevou a oferta imediata no mercado spot nacional.

A retração nos preços também reflete o comportamento da ponta compradora. Com grande parte das indústrias e exportadores abastecida por compras antecipadas feitas nas semanas anteriores, os demandantes reduziram a liquidez e se mantiveram afastados de novos contratos de grande volume.

No cenário internacional, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e a queda recente nos preços do petróleo ajudaram a acelerar o movimento de desvalorização das commodities agrícolas.

Apesar do alívio observado nos últimos dias do mês, o saldo de julho permanece amplamente positivo para o produtor rural. Segundo o Cepea, os Indicadores CEPEA/ESALQ Paranaguá e Paraná acumularam fortes ganhos mensais, registrando os maiores patamares médios do ano de 2026, em termos reais.

Fonte: Cepea


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