
A maior disponibilidade de feijão no mercado, com a sobreposição entre o encerramento da segunda safra e a entrada gradual da terceira, manteve as cotações pressionadas em julho. O movimento foi mais intenso para o feijão carioca, sobretudo para os grãos de melhor qualidade, enquanto o preto apresentou maior estabilidade, sustentado pela perspectiva de menor produção paranaense.
Segundo o Cepea, para o feijão-preto tipo 1, a demanda também esteve enfraquecida, mas a menor disponibilidade esperada na atual temporada, especialmente no Paraná, limitou ajustes mais expressivos.
Quanto ao feijão carioca, pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar das tentativas de vendedores de sustentar os valores pedidos, o avanço da colheita e a entrada diária de novos lotes mantiveram a pressão sobre as cotações. Do lado comprador, agentes postergaram parte das aquisições diante da expectativa de maior disponibilidade e da sequência de quedas, reforçando o movimento baixista.
Fonte: Cepea