A diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou, por meio de deliberação virtual, o pedido da concessionária Fraport de revisão extraordinária de reequilíbrio de R$ 50,9 milhões da concessão do Aeroporto de Fortaleza.
A diretoria reconheceu, em votação unânime, o argumento da concessionária de que a pandemia da covid-19 ainda prejudicava a movimentação de passageiros no terminal em 2025. A Fraport manifestou preferência para que a recomposição ocorra por meio de ajustes nas contribuições de outorga fixa e variável devidas pela concessionária.
Segundo o voto do relator, diretor Claudio Beschizza Ianelli, a revisão extraordinária está amparada na matriz de riscos da concessão, que prevê reequilíbrio em casos de força maior ou caso fortuito.
A área técnica da Anac também reconheceu que a concessionária registrou perdas associadas à redução de movimentação de passageiros com relação ao nível originalmente projetado para o período. Também avaliou que a proposta da Fraport sobre a preferência para recomposição é adequada por transferir o ônus do reequilíbrio ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).
Inicialmente estimado em R$ 50,77 milhões, o valor foi atualizado para R$ 50,91 milhões, considerando as demonstrações contábeis auditadas da empresa, com data-base de 31 de dezembro de 2025.
A implementação dessa forma de compensação, contudo, ainda dependerá de anuência do Ministério de Portos e Aeroportos.