
O preço médio dos alimentos recuou 0,63% na cidade de São Paulo nos 30 dias encerrados em 23 de julho, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Foi a terceira quadrissemana consecutiva de queda e a maior redução registrada desde setembro do ano passado.
Dos dez itens com maior retração no Índice de Preços ao Consumidor no período, sete estão ligados à agropecuária. Produtos presentes no consumo cotidiano, como tomate, arroz, café, frango e carne bovina, ajudaram a puxar o índice para baixo.
A redução ocorre por uma combinação de fatores, entre eles o comportamento das safras, o aumento da oferta e a acomodação dos preços de produtos que haviam registrado fortes altas. O café, por exemplo, apresentou queda de 5,6% no mês. Nos supermercados, a carne bovina ficou 1% mais barata, enquanto o frango recuou 1,4%.
O cenário, no entanto, não é uniforme. Batata e leite ainda mantêm uma sequência de alta, enquanto fatores climáticos, como a possível influência do El Niño, podem afetar a produção e os preços ao longo do segundo semestre. Também há pressão sobre produtos como trigo e arroz, em razão da oferta interna e do comportamento do mercado internacional.
Produção e gestão de risco
Embora a formação dos preços dependa principalmente de oferta, demanda, clima, safra e mercado externo, políticas de crédito, seguro e modernização ajudam o produtor a manter os investimentos, reduzir os riscos da atividade e preservar a capacidade de produção.
Entre 2023 e 2026, o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), fundo vinculado ao governo de SP, disponibilizou mais de R$ 1,2 bilhão em crédito rural e subvenções econômicas. Aproximadamente 33 mil produtores paulistas foram atendidos no período.
Os recursos disponíveis passaram de R$ 206 milhões em 2023 para o recorde de R$ 400 milhões em 2026. Para o ciclo 2026/2027, estão previstos R$ 190 milhões para crédito e R$ 210 milhões para subvenções, voltadas à proteção da produção e à redução dos custos de investimento.
O maior programa de subvenção do fundo é o Seguro Rural, que recebeu R$ 390 milhões na gestão. São Paulo é o único estado do Brasil que faz subvenção de seguro Até 2025, foram contabilizadas mais de 50 mil apólices, contratadas por 30 mil produtores, com estimativa de outras 20 mil apólices em 2026. A cobertura contribui para diminuir o impacto financeiro de perdas provocadas por eventos climáticos e outros riscos da atividade.
No apoio à modernização das propriedades, o Pró-Trator contabiliza R$ 180 milhões no período e mais de mil tratores e implementos destinados a produtores paulistas até 2025, com mais de mil maquinários e implementos adquiridos com apoio do governo paulista. Para 2026, foram reservados outros R$ 40 milhões para a linha.
Informações: Secretaria de Agricultura de São Paulo