Saúde

Ervas medicinais: a busca da cura através dos chás

Uma cultura que ultrapassa gerações no mundo inteiro

05/11/2019 - 11:39 | Por Ariella Guimarães* (Rio Grande do Sul) - SBA
Produtos medicinais
Foto: Ariella Guimarães

Pelo menos uma vez na vida, todo mundo já tomou um chá. Seja pela crença de que aquela bebida vai lhe trazer a cura para seu mal, quanto para apreciar as especiarias. O uso de ervas para tratar doenças é uma realidade há bastante tempo no Brasil. Ainda na antiguidade, os povos descobriram nas plantas o poder de cura. Hoje, embora a indústria farmacêutica tenha tomado proporções gigantescas, esse tipo de medicina alternativa continua presente em muitas comunidades. Em Cruz Alta, no noroeste do estado do Rio Grande do Sul, um laboratório de Fitoterápicos, criado há quase 20 anos, tem ajudado muitas pessoas da comunidade.

A fabricação desses remédios são feitas no Bairro Conceição, na pastoral da Saúde, ligada a Igreja Católica. Desde 2001 o processo é coordenado por Dona Terezinha Bizzutti. “Parece mentira, mas começou na minha casa, com umas 6 plantinhas e dali aquilo foi crescendo fazendo curso, participando de seminários por todo o brasil pra gente fazer com qualidade e segurança". 

Preparo do produto
Foto: Ariella Guimarães

São mais de 50 espécies de plantas cultivadas por elas no Horto de plantas medicinais, localizada em outro bairro da cidade. Elas são plantadas, cultivadas, colhidas na quantidade e momentos certos, passam por um preparo de secagem, depois passam por outro processo e então viram os remédios que são devidamente embalados e rotulados. Dentro dos medicamentos são feitos: “tinturas” que são ingeridas como os chás (sua quantidade é medida por gotas a serem ingeridas), pomadas e óleos que são para massagem e não são ingeríveis.

A equipe é composta apenas por voluntárias, que desenvolvem o projeto que distribui mensalmente mais de 100 medicamentos a base de plantas e raízes. Os remédios são fornecidos para a comunidade local. É cobrado um valor simbólico, para ajudar na manutenção do Centro de Fitoterapia. Mas, segundo Terezinha, aqueles que não podem pagar não ficam sem os remédios. É feito um controle do que entra e sai, e acompanhamento daqueles que fazem uso dessa medicina alternativa. “Cada pessoa tem sua ficha, nós fazemos o controle de tudo”, disse ela. Um projeto que usa tudo que é encontrado na natureza para produção de medicamentos fitoterápicos. Uma ação conjunta que gera renda e auxílio à comunidade.

Produtos medicinais
Foto: Ariella Guimarães

*Texto com supervisão de Douglas Ferreira. 

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