A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 264,437 bilhões em junho, informou a Receita Federal. O resultado superou a mediana das estimativas colhidas na pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 261,550 bilhões, após R$ 266,793 bilhões em maio. As estimativas variaram de R$ 243,1 bilhões a R$ 276,728 bilhões.
O resultado de junho representa uma alta de 7,72% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Segundo a Receita, é o maior resultado para meses de junho desde 2000, o início da série histórica.
O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 33,220 bilhões, representando crescimento real de 12,43%. Esse resultado, se deve aos aumentos nominais de 14,88% na arrecadação do item "Fundos de Renda Fixa" e de 25,63% na arrecadação do item "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)".
Desses, o órgão afirmou que R$ 4 bilhões vieram de arrecadação atípica, ou seja, não recorrente.
A Receita apontou ainda que arrecadou R$ 3,773 bilhões com o novo imposto de exportação para petróleo, imposto criado para compensar o corte de alíquotas no diesel dado o impacto da guerra no Irã e impedir o desabastecimento interno durante a alta de preços internacionais do produto.
A receita previdenciária somou R$ 64,485 bilhões, crescimento real de 4,69% frente a junho de 2025. Segundo a Receita, o resultado foi puxado pela expansão real de 1,90% da massa salarial de maio de 2026 em relação a maio de 2025.
Além disso, o órgão cita como fatores o aumento real de 5,81% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em junho de 2026 em relação a junho de 2025 e o crescimento de 15,65% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária na mesma base de comparação. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos.
As receitas com o IOF, por sua vez, aumentaram 0,27% acima da inflação frente a junho de 2025, e atingiram R$ 8,415 bilhões.