
O Politburo do Partido Comunista da China (PCC) sinalizou uma nova rodada de intervenções estatais para sustentar o crescimento econômico do país na segunda metade do ano. Em reunião realizada nesta quinta-feira (30), a alta cúpula do governo chinês definiu como prioridades a aceleração da execução fiscal, o fortalecimento de ajustes anticíclicos e o aprofundamento de reformas no mercado de capitais.
O órgão decisório prometeu introduzir políticas "extras pragmáticas e impactantes em tempo hábil", combinando uma política fiscal mais proativa com uma orientação monetária moderadamente frouxa. Entre as ações práticas, o governo prevê acelerar o ritmo de gastos públicos e dinamizar a aplicação de recursos captados via emissão de títulos soberanos.
No setor financeiro e imobiliário, o Politburo reafirmou a intenção de implementar medidas efetivas para estabilizar o mercado imobiliário — que enfrenta uma crise prolongada de liquidez —, além de conter os riscos de endividamento e avançar no saneamento de instituições financeiras de menor porte.
Na agenda de desenvolvimento de longo prazo, a liderança chinesa destacou o suporte a "indústrias do futuro", buscando consolidar setores emergentes e impulsionar avanços em tecnologias de ponta.
Segundo a agência estatal Xinhua, o Comitê Central do PCC realizará em outubro a sua quinta sessão plenária, oportunidade em que o Politburo apresentará um relatório de trabalho e debaterá diretrizes de governança interna do partido.
Fonte: Estadão.