O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 2,9 pontos em julho em comparação a junho, para 97,2 pontos. Esta foi a maior queda desde setembro do ano passado. Em médias móveis trimestrais, o ICI subiu 0,4 ponto, a 98,1 pontos.
Segundo o economista do FGV/Ibre Stéfano Pacini, nota-se, no presente, um movimento de recomposição nos estoques após um primeiro semestre de normalização do indicador. A despeito de uma queda pontual na demanda, o nível ainda é satisfatório, com destaque para os setores relacionados a bens de consumo duráveis. Em relação ao futuro, porém, o resultado é atrelado ao aumento da instabilidade com as novas tarifas americanas.
"A piora da confiança espalhada entre os setores acende um alerta para os próximos meses, em que se intensificarão os debates sobre as eleições, o que pode elevar o nível de incerteza. Em paralelo, o cenário macro segue dividido, com juros elevados e inflação ainda pressionada, contra políticas de estímulo setoriais e um mercado de trabalho estável", observa Pacini.
No detalhamento dos componentes do índice, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,2 pontos, para 99,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 3,7 pontos, para 94,6 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) recuou 0,1 ponto porcentual em julho, para 82,9%.
A coleta de dados para a edição de julho de 2026 foi realizada entre os dias 1º e 24 do mês. A divulgação do próximo levantamento da Sondagem da Indústria ocorrerá em 27 de agosto de 2026.