Yellen diz que efeito da IA na inflação é de alta no curto prazo, mas pode aliviá-la no futuro

23/07/2026 às 16:47 atualizado por Pedro Lima - Estadão | Siga-nos no Google News
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A ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos Janet Yellen afirmou que os efeitos da inteligência artificial sobre a economia americana dependem do horizonte de tempo analisado. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 23, ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, durante coletiva de imprensa no evento ExpertXP, em São Paulo, ao ser questionada sobre o investimento do governo americano em IA para elevar a produtividade e combater a inflação.

Segundo ela, embora a IA já afete a contratação em alguns setores mais expostos à tecnologia, "você ainda não está vendo nenhum impacto agregado, em nível nacional, sobre a produtividade" da economia dos EUA - efeito que, segundo ela, costuma demorar para aparecer e exige mudanças organizacionais amplas.

No curto prazo, Yellen disse que o efeito da IA é "claramente" o de pressionar a inflação para cima, e não para baixo, citando o boom de investimentos em data centers, a alta de preços de semicondutores e de eletricidade. Ela lembrou que os chips estão embutidos "em praticamente todo dispositivo de consumo hoje em dia", encarecendo produtos. Yellen lembrou ainda do efeito riqueza gerado pela alta da bolsa sobre o consumo.

Ainda assim, ela ponderou que, num horizonte mais longo, a IA pode reduzir a inflação caso eleve a produtividade de forma ampla, o que também aliviaria, "em alguma medida", a pressão fiscal, ao gerar mais receita tributária via crescimento mais forte.


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