Bolsas da Ásia Divergem com Alívio em Nova York e Salto do Petróleo a US$ 94

Rebound de ações de tecnologia em Wall Street divide espaço com o receio de que o encarecimento da energia reacenda pressões inflacionárias na região

22/07/2026 às 05:42 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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As principais bolsas de valores do continente asiático encerraram a quarta-feira (22) sem um rumo definido. O apetite por risco ficou dividido entre dois vetores opostos: de um lado, a recuperação do setor de tecnologia nas bolsas de Nova York trouxe otimismo local; de outro, o forte disparo nas cotações internacionais do petróleo renovou o fantasma da inflação na região.

No encerramento das negociações, os principais índices asiáticos registraram desempenhos mistos:

  • Coreia do Sul: O índice Kospi avançou 0,74% em Seul, aos 6.797,70 pontos.

  • Taiwan: O Taiex subiu 1,34%, atingindo 44.825,78 pontos, beneficiado pela trégua no setor de microchips.

  • Japão: O índice Nikkei recuou 0,18% em Tóquio, fechando aos 66.115,60 pontos.

  • Hong Kong: O Hang Seng cedeu 0,95%, aos 24.892,66 pontos.

Na China continental, o cenário também refletiu indefinição. Enquanto o Xangai Composto conseguiu fechar com ganho marginal de 0,07% (3.867,03 pontos), o Shenzhen Composto apresentou queda mais acentuada de 1,10% (2.460,28 pontos).

O contraponto entre Wall Street e a energia

A sessão de ontem nos Estados Unidos trouxe um respiro para os mercados mundiais. As bolsas nova-iorquinas emplacaram altas generalizadas na esteira de uma recomposição de preços em papéis de semicondutores e empresas ligadas à Inteligência Artificial (IA), que vinham sofrendo com fortes realizações de lucros.

Contudo, a reação positiva em solo asiático acabou contida pelo estresse no mercado de energia. A intensificação das trocas de hostilidades militares entre Washington e Teerã levou o barril do petróleo Brent a disparar mais de 3%, superando a marca de US$ 94 no fim da madrugada — registrando seu quarto dia consecutivo de valorização.

O grande temor dos operadores é de que o encarecimento das commodities energéticas crie um novo choque de oferta global. Esse movimento pode adiar o ciclo de flexibilização monetária e forçar os principais bancos centrais a manterem taxas de juros elevadas por mais tempo.

Na Oceania, a Bolsa de Sydney conseguiu fechar no terreno positivo: o índice S&P/ASX 200 registrou alta de 0,34%, cotado aos 8.823,00 pontos, amparado pela valorização de empresas do setor extrativo e de energia.

Fonte: Estadão


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