Brasília, 21/07/2026 – O Reino Unido manterá a importação de carnes do Brasil, apesar de o País não constar na lista de fornecedores da União Europeia (UE) a partir de 3 de setembro em virtude do novo regulamento de antimicrobianos adotado pelo bloco europeu. Em comunicado a importadores britânicos, a Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta, na sigla em inglês), que representa empresas britânicas importadoras e exportadoras de carnes, afirmou que não haverá restrições a partir da data no Reino Unido. “O Reino Unido não introduzirá uma proibição à carne brasileira a partir de 3 de setembro. O Reino Unido está realizando sua própria avaliação de resistência antimicrobiana dos sistemas de controle do Brasil, que é independente da avaliação da UE”, explicou a associação no comunicado.
De acordo com o Imta, o Reino Unido concluirá sua avaliação de conformidade do novo protocolo adotado pelo Brasil, desde 1º de julho, com o regulamento local. “Momento em que o Reino Unido tomará uma decisão sobre se o sistema pode garantir a rastreabilidade de antibióticos para sistemas de aves e carne bovina no Brasil”, esclareceu a associação.
A exceção será a Irlanda do Norte, que, apesar de compor o Reino Unido, aplicará a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro, disse a associação.
O Imta afirmou que participou de uma reunião com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) na última sexta-feira sobre o tema. “O Defra observa que seria um desafio para o sistema de carne bovina estar em conformidade, visto que o novo sistema brasileiro foi estabelecido em 1º de julho e o ciclo de vida mais longo da carne bovina em comparação com as aves. Aves e carne bovina serão consideradas separadamente pelo Defra”, detalhou a associação.
A associação pondera, entretanto, que se a avaliação constatar que novo protocolo de carne bovina ou de aves adotado pelo Brasil não é capaz de fornecer as garantias necessárias, as importações desses produtos não serão permitidas nos países do bloco (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) a partir de fevereiro de 2027. O Imta destacou ainda que Reino Unido se alinhará totalmente ao regulamento de antimicrobianos da União Europeia em meados de 2027, quando o Reino Unido poderá importar somente de países na lista de países aprovados pela UE.
Os novos procedimentos para controle de uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de produtos de origem animal para atendimento à legislação europeia, estabelecidos pelo Ministério da Agricultura no início deste mês, serão válidos para as exportações de carne de aves, carne bovina, envoltórios, pescado, mel, ovos e subprodutos exportados à União Europeia e ao Reino Unido.