Safra de Trigo do Brasil Deve Ser a Menor Desde 2020, Aponta Conab

Corte de 23,5% na produção nacional e queda de área cultivada no Sul sustentam preços do cereal no mercado interno

21/07/2026 às 08:38 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
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As cotações do trigo fecharam a semana com leves reajustes positivos no mercado brasileiro, sustentadas pela retração dos produtores e por novas estimativas oficiais que confirmam um cenário de quebra de safra. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção brasileira do cereal em 2026 deve ser a menor registrada desde 2020.

A Conab reduziu em 4,5% a estimativa para a safra atual em relação ao levantamento anterior, projetando uma colheita total de apenas 6,03 milhões de toneladas (ante 6,30 milhões previstas anteriormente). Se o número se confirmar ao fim dos trabalhos de campo, a safra nacional encolherá 23,5% na comparação com o ciclo passado.

O que explica a queda na produção?

Duas causas principais explicam o recuo da produção do cereal no país:

  1. Redução de área plantada: Produtores do Sul do Brasil — principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul — desestimulados pelos custos e margens anteriores, reduziram o espaço destinado ao trigo.

  2. Menor produtividade: Lavouras no Centro-Oeste enfrentaram intempéries climáticas durante o desenvolvimento do grão.

Ritmo de negócios nos estados

Segundo o Cepea, a dinâmica de comercialização varia de acordo com a região:

  • Rio Grande do Sul: A baixa liquidez e o abastecimento confortável dos moinhos locais mantêm os preços sob pressão, mesmo diante da safra menor.

  • Paraná: A escassez de lotes disponíveis para entrega rápida garantiu sustentação às cotações negociadas entre produtores e indústrias.

Fonte: Cepea


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