Colheita da Safrinha de Milho Ganha Tração no Centro-Sul e Atinge 49% da Área

Trabalho de campo avança pelo segundo mês consecutivo em ritmo acelerado, impulsionado pelo Médio-Norte de Mato Grosso e pela recuperação de Mato Grosso do Sul

20/07/2026 às 11:15 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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A colheita da safrinha de milho 2026 engatou a segunda semana consecutiva de avanço rápido e simultâneo nos principais estados produtores do Centro-Sul do Brasil. Após um início de trabalhos arrastado devido ao excesso de umidade nos campos, as colheitadeiras ganharam ritmo, mesmo com a presença de chuvas isoladas em algumas regiões.

De acordo com levantamento semanal da consultoria AgRural, 49% da área cultivada com o cereal na região Centro-Sul já havia sido colhida até a última quinta-feira (16). O número representa um salto de 9 pontos percentuais em relação aos 40% registrados na semana anterior, embora ainda permaneça abaixo dos 55% observados no mesmo período durante a safrinha de 2025.

Mato Grosso lidera e Mato Grosso do Sul reage

A distribuição do ritmo de trabalho varia entre as principais praças produtoras, com destaque para a consolidação dos trabalhos na Região Centro-Oeste:

  • Mato Grosso: Segue na liderança isolada do ritmo de colheita no país. Em regiões estratégicas, como o Médio-Norte mato-grossense, os trabalhos já foram totalmente finalizados ou estão em fase de conclusão.

  • Paraná e Goiás: Aparecem logo na sequência na fila de avanço da colheita, embora ainda mantenham uma distância considerável em relação aos volumes já colhidos por Mato Grosso.

  • Mato Grosso do Sul: Foi o grande destaque de aceleração na semana. Os trabalhos de campo no estado não haviam engrenado na primeira quinzena de julho por conta do atraso na perda de umidade natural dos grãos, mas registraram forte recuperação nos últimos dias.

O avanço contínuo da retirada do milho dos campos traz alívio para os produtores e tende a aumentar gradativamente a oferta do cereal no mercado interno nas próximas semanas, pressionando a logística de transporte e armazenamento na região Centro-Sul.

Fonte: Estadão


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