17/07/2026 às 16:26 atualizado por
Guilherme Nannini
- Estadão |
Siga-nos no
São Paulo, 17 - A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, defendeu as recentes medidas comerciais adotadas pelo governo do presidente Donald Trump e pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil, argumentando que o país sul-americano colocou os produtores norte-americanos em desvantagem durante anos por meio de desmatamento ilegal e práticas desleais de comércio.
Em publicação na rede social X, a autoridade afirmou que a tarifa de 18% imposta pelo mercado brasileiro sobre o etanol dos EUA reduziu as exportações norte-americanas do biocombustível para o Brasil em mais de 87% desde 2018. Segundo Rollins, a nova postura de Washington busca abrir mercados e estabelecer condições de concorrência equitativas para priorizar o setor produtivo local.
A declaração ocorre na esteira do anúncio de uma nova sobretaxa de 25% estipulada pela Casa Branca, que atingirá 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos, de acordo com um levantamento técnico divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A medida do governo norte-americano abrangerá produtos importantes, como açúcar e etanol. Apesar dos prejuízos projetados, a maior parte do setor exportador nacional acabou poupada da cobrança devido à ampliação de uma lista de exceções estruturada para atender à demanda da própria indústria dos EUA, mantendo isentos produtos como carne bovina, café solúvel, suco de laranja, mel e pescados, a fim de evitar pressões sobre a inflação interna de alimentos.