Tarifaço dos EUA é medida injusta e descabida, diz Alckmin; EUA têm superávit com Brasil

16/07/2026 às 17:29 atualizado por João Caires, Flávia Said, Marianna Gualter e Renan Monteiro - Estadão | Siga-nos no Google News
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O vice-presidente da República Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira, 16, que a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros é "injusta e descabida." Segundo Alckmin, nenhum dos argumentos levantados pelo governo norte-americano como justificativa são plausíveis.

"Os argumentos partem de uma base totalmente falsa, não tem justificativa. Argumentos levantados na Seção 301 partem de bases falsas sobre Pix e desmatamento. Mesmo com o Pix, cartão de crédito cresceu no Brasil. E o Brasil não está batendo recorde de desmatamento, como disseram", disse, durante entrevista coletiva sobre as tarifas. Alckmin ainda repetiu que os Estados Unidos têm superávit comercial com o Brasil.

'Lei da reciprocidade'

Alckmin afirmou disse ainda que o governo federal saberá como implementar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos "o momento adequado", após a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo Trump.

Segundo o vice-presidente, a legislação oferece mecanismos para que o Brasil responda a medidas consideradas discriminatórias adotadas por outros países.

"Nós temos uma lei, que é a lei da reciprocidade, aprovada por unanimidade do Congresso Nacional. E o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la", disse durante a entrevista.

'Apex, BNDES: empenho em conquistar novos mercados'

Segundo Alckmin, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) irão realizar um "empenho" para que o Brasil abra novos mercados para os produtos brasileiros que receberam a nova taxação de 25% dos Estados Unidos.

"A Apex, o BNDES, o BID vão fazer um empenho redobrado para a gente abrir novos mercados e crescer ainda mais o comércio exterior. Mas destacando que o ano passado, mesmo com taxação dos EUA, foi o recorde de exportação para o Brasil", disse, durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Além de Alckmin, participam da coletiva o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorre na sede do MDIC, em Brasília.


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