
O ouro fechou em queda expressiva nesta quinta-feira (16), perdendo o importante patamar de suporte de US$ 4.000 por onça-troy. O recuo do metal precioso foi motivado pela valorização do dólar e pelo aumento do rendimento dos títulos públicos americanos, investimentos que se tornam mais atrativos em cenários de incerteza global e juros elevados.
Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do ouro para entrega em agosto caíram 1,47%, fechando a US$ 3.992,1 por onça-troy — o menor valor registrado em duas semanas. A prata seguiu o mesmo caminho e recuou mais de 2%.
O principal fator por trás desse movimento é a preocupação com novas ameaças de bloqueio no comércio marítimo global, especificamente no Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota vital de navegação. Diante de novas trocas de ataques entre os EUA e o Irã, os preços do petróleo continuam em alta.
Esse encarecimento constante da energia dificulta o trabalho do banco central americano (Federal Reserve) para trazer a inflação de volta à meta. Mesmo que dados econômicos recentes nos Estados Unidos tenham mostrado um alívio nos preços, o aumento da tensão global mudou as projeções. Como os juros devem continuar altos por mais tempo para conter a inflação energética, investidores preferem garantir a rentabilidade do dólar em vez de aplicar no ouro.
Fonte: Estadão