16/07/2026 às 11:45 atualizado por
Redação AE
- Estadão |
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São Paulo, 16 - As entidades de classe dos cafés do Brasil celebraram em comunicado conjunto o anúncio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês), realizado na noite de quarta-feira (15), de isentar todos os cafés do Brasil da nova taxa de 25% para produtos exportados pelo Brasil. "O trabalho conjunto com a National Coffee Association (NCA), tendo fundamental apoio dos importadores dos EUA, resultou em duas vitórias ao café brasileiro: a manutenção dos cafés previamente sugeridos na lista de exceção no âmbito da investigação da Seção 301 do USTR; e a ampliação da lista, que incluiu o café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos ao tarifaço", informaram na nota a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
As instituições informam que, dessa forma, o café verde e os cafés industrializados do Brasil, incluindo o solúvel e seus subprodutos, estão excluídos da possibilidade de serem taxados em 25% para entrarem nos Estados Unidos.
"Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café - na ordem de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA, maior consumidor e importador mundial - e reforça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos, destacaram, na nota.
Abic, Abics e Cecafé ponderam, entretanto, que ainda existe uma segunda investigação do USTR na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, a qual pode trazer uma nova possibilidade de tarifas ao café brasileiro, da ordem de 12,5%.
Diante disso, as entidades concluem que continuarão "em permanente trabalho de representação da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil em todo o mundo, de maneira que os interesses de todos os atores da cadeia produtiva sejam defendidos e contemplados".)