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Os juros futuros operaram em leve alta nos vencimentos de médio e longo prazo na manhã desta quarta-feira (15), refletindo um cenário de maior cautela entre os investidores diante de fatores internos e externos que seguem pressionando o mercado financeiro.
No ambiente doméstico, a atenção está voltada para a situação fiscal do País após a aprovação, no Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Agentes da Saúde. A medida é considerada pela equipe econômica como uma potencial fonte de aumento das despesas públicas, com impacto estimado em cerca de R$ 28 bilhões, elevando as preocupações em relação ao equilíbrio das contas públicas.
No cenário internacional, os investidores também monitoram o prazo para a decisão dos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas comerciais de 25% sobre produtos brasileiros. A expectativa do mercado é de que novas medidas tarifárias sejam anunciadas, fator que pode influenciar o comércio exterior e aumentar a volatilidade dos ativos financeiros.
Outro elemento que contribui para o movimento dos juros é a alta moderada dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries), indicadores que costumam influenciar os mercados globais e as expectativas para a política monetária.
A divulgação da pesquisa Genial/Quaest também permaneceu no radar dos investidores. O levantamento mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente nas intenções de voto para o primeiro e o segundo turno das eleições, resultado acompanhado pelo mercado por seus possíveis reflexos sobre o cenário político e econômico.
Por outro lado, indicadores mais fracos do setor de serviços tiveram impacto limitado nas negociações. Os contratos de curto prazo permaneceram próximos da estabilidade, enquanto os vencimentos mais longos registraram leve avanço.
Por volta das 9h30, a taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 permanecia estável em 13,90%. Já os contratos para janeiro de 2029 avançavam para 14,08%, enquanto os vencimentos para janeiro de 2031 subiam para 14,28%, refletindo a maior percepção de risco no horizonte de longo prazo.
Fonte: Estadão