14/07/2026 às 14:15 atualizado por
Leandro Silveira
- Estadão |
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São Paulo, 14 - A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e as entidades que representam a cadeia produtiva do biodiesel entregaram na segunda-feira, 13, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma carta em defesa da adoção imediata da mistura obrigatória de 17% de biodiesel no diesel (B17).
O documento, apresentado durante visita do presidente ao Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP), sustenta que o País já reúne condições técnicas, produtivas e econômicas para avançar na política prevista na Lei do Combustível do Futuro.
Na carta, assinada pela FPBio, Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), as entidades afirmam que "o Brasil está preparado", que "os testes demonstram responsabilidade técnica" e que "o contexto internacional reforça a urgência" de elevar a mistura obrigatória para B17.
Segundo elas, a implementação do novo porcentual representa "um passo natural na trajetória estabelecida pela política energética brasileira".
Como principal justificativa, o setor argumenta que o Brasil concluiu uma ampla etapa de validação técnica para suportar a adoção do B17. Conforme o documento, foi estruturado "um dos maiores programas nacionais de validação realizados no mundo", reunindo 16 laboratórios e universidades e envolvendo testes em motores, veículos e máquinas agrícolas, com ensaios de durabilidade, desempenho, emissões e análises físico-químicas. Os resultados obtidos até o momento, segundo as entidades, oferecem ao País condições para iniciar um novo ciclo de ampliação da mistura obrigatória.