O Citigroup registrou lucro líquido de US$ 5,83 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 45% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro diluído por ação (EPS) subiu para US$ 3,15, ante US$ 1,96 um ano antes. O resultado superou expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam lucro por ação de US$ 2,74.
A receita somou US$ 24,8 bilhões no trimestre, avanço de 14% na comparação anual e acima das expectativas, de US$ 23,74 bilhões, impulsionada pelo crescimento das cinco principais linhas de negócios do banco. As despesas operacionais aumentaram 5%, para US$ 14,2 bilhões, enquanto a provisão para perdas com crédito caiu 12%, para US$ 2,5 bilhões, refletindo uma menor constituição de reservas.
Em comunicado, a CEO Jane Fraser afirmou que o Citi registrou sua maior receita trimestral em uma década, com crescimento de dois dígitos em quatro das cinco principais unidades de negócios. Segundo ela, a maior geração de resultados permitirá elevar em 12% o dividendo planejado e sustentar um novo programa de recompra de ações de US$ 30 bilhões. "A combinação de nossos investimentos, execução disciplinada e foco nos clientes está melhorando nossos retornos e criando resultados mais duradouros para nossos investidores", afirmou.
Durante o trimestre, o banco devolveu aproximadamente US$ 5 bilhões aos acionistas por meio de recompras de ações e pagamento de dividendos.
Apesar do desempenho robusto, o banco afirmou que continua enfrentando "ventos contrários de curto prazo" na operação de cartões de crédito nos Estados Unidos, em razão dos investimentos na expansão do negócio. A divisão de cartões teve crescimento de apenas 1% na receita, enquanto as despesas avançaram 10%. O Citi projeta que as perdas líquidas com cartões de crédito nos EUA ficarão entre 4% e 4,5% em 2026.
Às 9h16 (de Brasília), no pré-mercado de Nova York, as ações do Citigroup caíam 1,85%.