Aumento da produtividade, boas condições das lavouras e maior segurança nos dados foram alguns dos destaques apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), durante a divulgação dos resultados do IMEA em Campo da safra de milho 2025/26. Após 64 dias de trabalho e mais de 30,8 mil quilômetros percorridos por Mato Grosso, as instituições apresentaram, na manhã desta segunda-feira (13.07), o levantamento das avaliações realizadas nas lavouras do estado.
Os resultados foram coletados durante os meses de maio, junho e julho e divididos em indicadores quantitativos, como número de plantas por hectare, número de espigas por planta, quantidade de grãos por espiga, peso dos grãos e umidade, e qualitativos, que avaliaram a presença de plantas daninhas, doenças, pragas, condições das lavouras e incidência de grãos avariados.
A produtividade média do milho em Mato Grosso passou de 127 sacas por hectare na safra 2024/25 para 128 sacas por hectare na safra 2025/26, evidenciando o bom desempenho das lavouras mato-grossenses. O superintendente do IMEA, Cleiton Gauer, destacou a importância do projeto para ampliar a precisão das informações sobre a produção agrícola do estado.
“Esse projeto surgiu de uma demanda por parte dos produtores, principalmente para conseguir retratar cada vez melhor a realidade do campo aqui em Mato Grosso. Nos últimos dois anos, o estado tem alcançado tetos produtivos cada vez mais elevados. Conseguir ir in loco, checar essas informações e trazer mais segurança aos dados é o grande resultado que obtivemos, não só nesta temporada, mas ao longo dos últimos anos. Para esta safra, o principal resultado foi a atualização da produtividade média para 128 sacas por hectare, superando o índice produtivo do ano passado em pouco mais de uma saca”, afirmou.
Um dos participantes do IMEA em Campo, Henrique Eggers, ressaltou que o levantamento é fundamental para identificar e retratar a realidade das lavouras mato-grossenses. Segundo ele, o trabalho permitiu observar que as chuvas se estenderam ao longo da safra 2025/26, diferentemente dos ciclos anteriores, marcados por períodos mais secos.
“Foram 64 dias em campo avaliando lavouras em todo o estado, e isso é o que nos permite ter grande segurança nos dados apresentados hoje pelo IMEA. Enfrentamos dias de sol e também dias de chuva, algo que não é comum para o mês de junho. Essa condição climática fora do padrão foi acompanhada de perto pela equipe, que registrou e divulgou essas informações ao longo do trabalho de campo”, destacou.
Os resultados do IMEA, Aprosoja MT e Iagro reforçam a importância do acompanhamento técnico das lavouras para a geração de informações cada vez mais precisas sobre a produção agrícola. Além de contribuir para o planejamento dos produtores, o levantamento auxilia o setor na tomada de decisões estratégicas e no monitoramento das condições das lavouras em Mato Grosso.