Petróleo fecha em alta de 9% com escalada de tensões no Oriente Médio e disputa em Ormuz

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em alta de 9,42% (US$ 6,73), a US$ 78,14 por barril, após renovar maior nível desde 17 de junho, a US$ 78,45 o barril

13/07/2026 às 16:18 atualizado por Pedro Lima - Estadão | Siga-nos no Google News
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O petróleo disparou mais de 9% nesta segunda-feira, 13, impulsionado pela intensificação das tensões entre EUA e Irã, após novas ameaças envolvendo o controle do Estreito de Ormuz e o endurecimento da postura de Washington contra Teerã. A commodity intensificou ganhos no fim do pregão com novos ataques retaliatórios do Iêmen contra a Arábia Saudita.

 

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em alta de 9,42% (US$ 6,73), a US$ 78,14 por barril, após renovar maior nível desde 17 de junho, a US$ 78,45 o barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 9,59% (US$ 7,29), a US$ 83,30 o barril.

 

Ao longo do pregão, a escalada geopolítica ganhou força após Donald Trump afirmar que Washington retomará o bloqueio marítimo ao Irã e cobrará uma taxa equivalente a 20% sobre as cargas transportadas por Ormuz para custear a segurança da hidrovia. Mais cedo, Teerã havia rejeitado qualquer tentativa americana de controlar a passagem estratégica e ameaçado responder militarmente a ações que afetem a navegação na região.

 

Para Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, a disputa deixou de se restringir à possibilidade de fechamento de Ormuz e passou a envolver quem exercerá, na prática, o controle operacional da hidrovia. Enquanto não houver garantias verificáveis de livre navegação, afirmou, o mercado deverá continuar incorporando um elevado prêmio geopolítico aos preços do petróleo. O ING ainda acrescenta que a intensificação do confronto entre EUA e Irã renovou as preocupações com um aperto na oferta de petróleo ao longo do terceiro trimestre.

 

Em relatório divulgado nesta segunda, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) a projeção de crescimento da demanda global por petróleo em 2026, para 800 mil bpd, mas elevou na mesma magnitude a estimativa para 2027, para 1,9 milhão de bpd.

 

No noticiário do setor, o ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, afirmou que Teerã e Moscou estão próximas de concluir um acordo para o comércio de gás, restando apenas duas cláusulas pendentes de negociação.


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