Oferta restrita impulsiona preços da mandioca e garante maior alta semanal em quatro meses

Disponibilidade limitada de raízes e prioridade ao plantio reduzem a oferta para a indústria, elevando as cotações da mandioca no mercado

13/07/2026 às 08:21 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
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Os preços da mandioca voltaram a ganhar força no mercado brasileiro e registraram, na última semana, a maior valorização semanal dos últimos quatro meses. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta foi impulsionada pela oferta restrita de raízes e pela demanda aquecida da indústria.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a disponibilidade de mandioca de segundo ciclo continua diminuindo, enquanto muitos produtores demonstram pouco interesse em comercializar raízes mais novas. A decisão é motivada pela rentabilidade considerada insuficiente, levando os mandiocultores a priorizarem outras estratégias de manejo.

Além disso, o plantio segue sendo a principal atividade nas propriedades rurais, mesmo diante da perspectiva de redução da área cultivada nesta temporada. Esse cenário limita o avanço da colheita e mantém a oferta abaixo da necessidade das fecularias.

Com menor disponibilidade de matéria-prima, a disputa entre as indústrias pelas raízes elevou os preços no mercado.

Na média da última semana, a tonelada de mandioca posta na fecularia foi negociada a R$ 471,05, equivalente a R$ 0,8192 por grama de amido, alta de 2% em relação à semana anterior. No acumulado das últimas quatro semanas, a valorização chega a 1,9%.

Segundo o Cepea, a evolução da colheita e o ritmo do plantio continuarão sendo fatores decisivos para o comportamento dos preços nas próximas semanas, especialmente diante da oferta ainda limitada para atender à demanda industrial.

Fonte: Cepea


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