O lançamento do Plano Safra 2026/27 trouxe um volume recorde de recursos para o agronegócio, mas também reacendeu dúvidas entre produtores sobre a viabilidade do acesso ao crédito em um cenário marcado por juros elevados, inflação persistente e aumento do endividamento no campo.
Embora o programa continue sendo a principal fonte de financiamento da atividade agropecuária, representantes do setor avaliam que as condições atuais exigem uma postura mais cautelosa na contratação de novos financiamentos.
O custo mais elevado do dinheiro, somado à redução da margem de rentabilidade em diversas cadeias produtivas, faz com que muitos produtores precisem revisar seus planejamentos financeiros antes de assumir novos compromissos.
Outro ponto levantado pelo setor é que nem todos os agricultores conseguem acessar as linhas de crédito nas condições anunciadas, seja por limitações de enquadramento, exigências bancárias ou pela própria situação financeira das propriedades.
Em um contexto de aumento do endividamento rural, especialistas recomendam que cada operação seja cuidadosamente analisada para evitar que novos financiamentos comprometam ainda mais a capacidade de pagamento do produtor.
Além disso, o comportamento dos preços das commodities, do câmbio e dos custos de produção continuará influenciando diretamente a rentabilidade das próximas safras e a capacidade de honrar os contratos de crédito rural.
Para esclarecer os principais pontos do Plano Safra e discutir os cuidados que os produtores devem adotar na contratação de financiamentos, a jornalista Valeria Benites conversou com o advogado Leandro Marmo, coordenador jurídico da ABDAGRO (Associação Brasileira de Defesa do Agronegócio).
Assista à entrevista completa e saiba quais aspectos devem ser considerados antes de contratar crédito rural.