Entregas de fertilizantes recuam em abril, mas consumo segue acima do registrado em 2025

Demanda impulsionada pela safrinha de milho mantém saldo positivo no acumulado do ano, enquanto produção nacional registra queda e importações seguem em ritmo elevado

07/07/2026 às 15:12 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 2,54 milhões de toneladas em abril de 2026, volume 6% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Apesar da retração mensal, o consumo acumulado no primeiro quadrimestre continua em alta, refletindo a forte demanda observada durante o período de plantio da segunda safra de milho.

Dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostram que, entre janeiro e abril, foram entregues 12,30 milhões de toneladas de fertilizantes, crescimento de 1,6% em comparação com as 12,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Segundo a entidade, o desempenho positivo no acumulado do ano é resultado do aumento das entregas entre janeiro e março, impulsionado pela safrinha de milho. Já os números de abril indicam uma desaceleração da demanda, refletindo o planejamento para a próxima safra de verão.

Mato Grosso permaneceu como o maior consumidor de fertilizantes do País, concentrando 3,06 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, o equivalente a 24,9% de todo o volume entregue no mercado brasileiro. Na sequência aparecem São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais, estados que também figuram entre os principais polos de produção agrícola do Brasil.

Enquanto o consumo apresentou crescimento no acumulado do ano, a produção nacional de fertilizantes intermediários registrou retração. Em abril, a indústria produziu 510 mil toneladas, volume 9,2% menor que o observado no mesmo mês de 2025. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a produção alcançou 1,92 milhão de toneladas, queda de 14,4% na comparação anual.

A Anda ressalta, no entanto, que os dados podem não refletir integralmente a produção nacional, devido a mudanças na estrutura societária de algumas empresas e à retomada das operações em determinados ativos industriais, cujas informações ainda não foram totalmente incorporadas ao levantamento.

As importações continuam desempenhando papel fundamental no abastecimento do mercado brasileiro. Em abril, o País importou 3,05 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, alta de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do primeiro quadrimestre, o volume importado chegou a 11,21 milhões de toneladas, ligeira retração de 0,4%.

De acordo com a associação, o comportamento das importações também foi influenciado pela maior demanda da safrinha de milho. O Porto de Paranaguá manteve sua posição como principal porta de entrada dos fertilizantes no Brasil, respondendo por 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, o equivalente a 25,4% de todo o volume importado, embora tenha registrado redução de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Os números reforçam a importância dos fertilizantes para a produtividade da agricultura brasileira e mostram que, mesmo diante da redução das entregas em abril, o mercado segue aquecido e atento ao abastecimento para as próximas etapas do calendário agrícola.

Fonte: Estadão


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