
As exportações brasileiras de carne de frango, considerando os produtos in natura e processados, alcançaram 482,8 mil toneladas em junho de 2026. O volume representa um crescimento de 40,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o Brasil embarcou 343,4 mil toneladas, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O avanço também foi registrado na receita das exportações. As vendas internacionais renderam US$ 985,5 milhões em junho, alta de 54,7% na comparação anual, refletindo a combinação entre maior volume embarcado e a manutenção da forte demanda pelo produto brasileiro no mercado externo.
A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira, importando 50,1 mil toneladas no período. Na sequência aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e União Europeia, mercados que seguem entre os maiores compradores da proteína nacional. Também se destacaram África do Sul, México, Coreia do Sul, Filipinas e Cingapura.
Segundo a ABPA, o expressivo crescimento observado em junho também deve ser analisado considerando a base de comparação mais baixa registrada em 2025. Naquele período, as exportações foram impactadas por restrições temporárias impostas por alguns mercados após o registro do único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial brasileira, situação que já foi superada.
Entre os estados exportadores, o Paraná manteve a liderança absoluta, com 199,3 mil toneladas embarcadas, volume 48,2% superior ao de junho de 2025. Santa Catarina aparece na segunda posição, com 103,3 mil toneladas, seguida por Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás, todos apresentando crescimento expressivo nas exportações.
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, embora o desempenho tenha sido favorecido pela comparação com um período afetado pelas restrições sanitárias, os resultados confirmam a competitividade da cadeia produtiva brasileira e a ampliação da presença do País no comércio internacional.
Segundo Santin, a diversificação dos mercados compradores e a capacidade da indústria nacional em atender às exigências sanitárias e comerciais reforçam as perspectivas de que 2026 poderá ser mais um ano histórico para as exportações brasileiras de carne de frango.
O resultado fortalece a posição do Brasil entre os maiores exportadores mundiais da proteína e evidencia a confiança dos mercados internacionais na produção avícola nacional.
Fonte: Estadão