
São Paulo, 06/07/2026 – A exportação brasileira de carne bovina somou 317,3 mil toneladas em junho, volume 16,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A receita cambial alcançou US$ 1,975 bilhão, alta de 38,1% na mesma base de comparação. O resultado representa o melhor desempenho mensal da série histórica das exportações brasileiras de carne bovina, superando os recordes registrados em maio tanto em volume quanto em faturamento, informou a associação.
Os embarques de carne bovina in natura responderam por 279,7 mil toneladas, equivalentes a 88,1% do volume exportado no mês, e geraram receita de US$ 1,83 bilhão, ou 92,6% do total. Também foram exportadas 20,1 mil toneladas de miúdos, 8,5 mil toneladas de carnes industrializadas, 6,2 mil toneladas de gorduras, 2,7 mil toneladas de tripas e 131 toneladas de carnes salgadas.
A China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira em junho, com importações de 161,9 mil toneladas, crescimento de 19% ante igual mês do ano passado. A receita com os embarques ao país asiático alcançou US$ 1,08 bilhão, alta de 39,5%.
Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 26,4 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 192,9 milhões, Chile, com 12,9 mil toneladas e US$ 81,7 milhões, México, com 11,8 mil toneladas e US$ 74 milhões, e Indonésia, com 10,6 mil toneladas. A União Europeia figurou como o quarto principal destino em receita no mês, com US$ 75,2 milhões em compras.
Acumulado
No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 1,705 milhão de toneladas, avanço de 15,5% ante igual período do ano passado. A receita alcançou US$ 9,85 bilhões entre janeiro e junho, crescimento de 36,2%, consolidando o melhor primeiro semestre da história do setor em volume e valor.
A China permaneceu como principal mercado da proteína brasileira no acumulado do ano, com 794,7 mil toneladas importadas e receita de US$ 4,87 bilhões, altas de 24% e 49,4%, respectivamente. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão em compras. Chile, União Europeia e Rússia também figuraram entre os principais destinos da carne bovina brasileira no período.