O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, disse nesta sexta-feira, 3, que recente queda nos preços da energia foi uma surpresa, mas que a situação ainda é volátil. Segundo ele, o melhor que o BC da zona do euro pode fazer é voltar para a meta da inflação a 2%.
Em painel nos Encontros Econômicos de 2026, em Paris, Nagel enfatizou que mudar a meta de inflação, de 2% para 3%, por exemplo, é muito perigoso, pois faz com que a população perca confiança no banco central. "Comprometimento com estabilidade de preços é o melhor que podemos fazer pela política monetária e para a base para o crescimento", afirmou.
Sobre a próximas reuniões, o dirigente não se comprometeu com um caminho para os juros e enfatizou que o BCE deve "manter a opcionalidade".
Também presente no painel, o presidente do BC da Irlanda, Gabriel Makhlouf, pontuou que o BCE tem "vontade absoluta" de alcançar 2% de inflação. Para ele, o mundo irá continuar a conviver com choques geopolíticos e de oferta, sendo preciso tomar ações para entregar a estabilidade necessária.
Por fim, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, comentou no evento que, se não fosse pela guerra no Oriente Médio, o Reino Unido estaria com a inflação dentro da meta.