Bicho-mineiro: especialista explica como prevenir uma das pragas mais agressivas do café

Manejo correto, monitoramento da lavoura e controle no momento certo são fundamentais para reduzir os prejuízos causados pelo bicho-mineiro na cafeicultura

02/07/2026 às 15:30 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
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O bicho-mineiro continua sendo uma das principais ameaças à produção de café no Brasil. A praga pode comprometer o desenvolvimento das plantas, reduzir a área foliar responsável pela fotossíntese e provocar perdas significativas de produtividade quando não é identificada e controlada a tempo.

Diante desse cenário, o quadro Bom Dia Responde, do Canal do Boi, trouxe orientações importantes para os cafeicultores sobre prevenção e manejo da praga. A jornalista Valeria Benites conversou com o engenheiro agrônomo Lucas Dotto, que explicou como o produtor pode reduzir os riscos e proteger a lavoura.

Segundo o especialista, o primeiro passo é realizar um monitoramento frequente da plantação. A identificação precoce dos primeiros focos permite que o controle seja feito de maneira mais eficiente, evitando que a infestação se espalhe por grandes áreas.

O agrônomo destaca que o bicho-mineiro encontra condições favoráveis principalmente em períodos de clima mais seco e temperaturas elevadas. Por isso, o acompanhamento da lavoura deve ser intensificado nas épocas de maior risco, permitindo decisões mais rápidas e assertivas.

Outro ponto importante é a adoção de um manejo integrado de pragas. A estratégia combina diferentes métodos de controle, como práticas culturais, monitoramento técnico e, quando necessário, a utilização de produtos recomendados por profissionais habilitados. O objetivo é reduzir os danos à cultura sem comprometer o equilíbrio da lavoura.

Além do impacto direto na produtividade, ataques severos podem enfraquecer as plantas, prejudicar a formação da safra seguinte e aumentar os custos de produção, tornando a prevenção um investimento essencial para o cafeicultor.

Durante a entrevista, Lucas Dotto também esclarece as principais dúvidas enviadas pelos produtores e apresenta recomendações práticas para identificar os primeiros sinais da praga e definir o momento mais adequado para o controle.

Assista à entrevista completa:


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