O bicho-mineiro continua sendo uma das principais ameaças à produção de café no Brasil. A praga pode comprometer o desenvolvimento das plantas, reduzir a área foliar responsável pela fotossíntese e provocar perdas significativas de produtividade quando não é identificada e controlada a tempo.
Diante desse cenário, o quadro Bom Dia Responde, do Canal do Boi, trouxe orientações importantes para os cafeicultores sobre prevenção e manejo da praga. A jornalista Valeria Benites conversou com o engenheiro agrônomo Lucas Dotto, que explicou como o produtor pode reduzir os riscos e proteger a lavoura.
Segundo o especialista, o primeiro passo é realizar um monitoramento frequente da plantação. A identificação precoce dos primeiros focos permite que o controle seja feito de maneira mais eficiente, evitando que a infestação se espalhe por grandes áreas.
O agrônomo destaca que o bicho-mineiro encontra condições favoráveis principalmente em períodos de clima mais seco e temperaturas elevadas. Por isso, o acompanhamento da lavoura deve ser intensificado nas épocas de maior risco, permitindo decisões mais rápidas e assertivas.
Outro ponto importante é a adoção de um manejo integrado de pragas. A estratégia combina diferentes métodos de controle, como práticas culturais, monitoramento técnico e, quando necessário, a utilização de produtos recomendados por profissionais habilitados. O objetivo é reduzir os danos à cultura sem comprometer o equilíbrio da lavoura.
Além do impacto direto na produtividade, ataques severos podem enfraquecer as plantas, prejudicar a formação da safra seguinte e aumentar os custos de produção, tornando a prevenção um investimento essencial para o cafeicultor.
Durante a entrevista, Lucas Dotto também esclarece as principais dúvidas enviadas pelos produtores e apresenta recomendações práticas para identificar os primeiros sinais da praga e definir o momento mais adequado para o controle.
Assista à entrevista completa: