As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 29, com o Dow Jones em novo recorde de fechamento, acima de 52 mil pontos, em dia de estreia da Alphabet como componente do índice. Outro suporte no dia veio de sinais de redução da nova escalada de hostilidades no Oriente Médio, mesmo diante de informações desencontradas sobre negociações de paz em Doha.
O Dow Jones subiu 0,59%, a 52.182,74 pontos. O S&P 500 ganhou 1,18%, aos 7.440,43 pontos. O Nasdaq teve ganho de 2,07%, encerrando em 25.820,14 pontos, mostrando uma recomposição de ganhos mais sólida após liderar as perdas da semana passada, quando acumulou queda de 4,60%.
A semana mais curta começou diante das expectativas com dados do mercado de trabalho nos EUA, o payroll, que terá a divulgação antecipada em virtude do feriado do Dia da Independência dos EUA, na sexta-feira. Do lado geopolítico, os Estados Unidos e o Irã concordaram em parar de atacar um ao outro, mas as informações eram contraditórias sobre a realização efetiva da nova rodada de conversas.
Em seu dia de ingresso no Dow Jones Industrial, a Alphabet subiu 4,8%.
A Tesla disparou 8,5% antes de relatório de vendas da montadora, a ser divulgado na quinta-feira. Segundo a Barron's, comentários do CEO Elon Musk também contribuem para o movimento, após o bilionário indicar nova versão do hardware de direção autônoma (FSD, em inglês) e laços mais estreitos da Tesla e da SpaceX (7%).
Além da Tesla e Amazon, outras ações das "Sete Magníficas" subiram. A Meta Platforms avançou 2,2% e a Nvidia ganhou 1,27%. Contrariando a tendência, a Microsoft marcou queda de 1,18% e Apple perdeu 0,72%.
As ações de empresas de software marcaram alta. A Palantir e a Datadog registram ganhos superiores a 2%. As ações de fabricantes de chips e de infraestrutura de IA tiveram desempenhos mistos. A SanDisk caiu 1,9. A Micron Technology subiu 1%, e a Intel ganhou 2,6%.
Ofertas públicas iniciais e vendas de ações em Wall Street bateram recorde de US$ 251 bilhões até 26 de junho, incluindo a oferta da SpaceX, elevando as expectativas para a atividade de negócios no restante de 2026, segundo a Bloomberg.