
As principais bolsas da Ásia e do Pacífico encerraram o pregão desta segunda-feira (29) majoritariamente em alta, impulsionadas pela expectativa de redução das tensões no Oriente Médio. O acordo entre Estados Unidos e Irã para suspender as hostilidades e garantir a passagem de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz trouxe maior confiança aos investidores, embora o cenário ainda inspire cautela.
O sentimento positivo predominou na maior parte dos mercados da região. O índice Hang Seng, de Hong Kong, liderou os ganhos, com alta de 1,57%, enquanto o Shanghai Composto avançou 1,16%. Em Taiwan, o Taiex subiu 0,96%, e o Nikkei, principal índice da Bolsa de Tóquio, encerrou o dia com ganho de 0,15%.
A exceção foi a Coreia do Sul, onde o índice Kospi recuou 0,20%, pressionado principalmente pelas ações do setor de tecnologia.
Apesar da melhora no humor dos investidores, o mercado continua atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Após novos ataques registrados no fim de semana, Estados Unidos e Irã anunciaram no domingo uma pausa nas hostilidades e a retomada do tráfego de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Mesmo com o anúncio da trégua, os preços do petróleo voltaram a subir. O barril do tipo Brent avançou quase 1% durante a madrugada, sendo negociado acima de US$ 73, refletindo as dúvidas do mercado sobre a estabilidade do cessar-fogo e o risco de novos episódios de tensão na região.
Outro destaque do dia foi o desempenho das empresas de tecnologia. As ações ligadas ao setor de inteligência artificial continuaram sofrendo pressão após a forte realização de lucros registrada na Bolsa de Nova York na semana passada.
No Japão, o SoftBank Group caiu mais de 5%, enquanto, na Coreia do Sul, as fabricantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix também encerraram o pregão em baixa.
Na Oceania, a Bolsa da Austrália acompanhou o viés positivo da região. O índice S&P/ASX 200 avançou 0,68%, encerrando o dia em alta.
O comportamento dos mercados asiáticos demonstra que os investidores seguem divididos entre o alívio provocado pela trégua no Oriente Médio e as incertezas em torno da economia global e do setor de tecnologia, que continua sendo um dos principais motores das bolsas internacionais.
Fonte: Estadão