Juros futuros recuam com queda do petróleo e cenário externo mais favorável

Acordo de paz entre EUA e Irã, dólar mais fraco e melhora nas contas externas brasileiras reforçam movimento de queda das taxas

26/06/2026 às 09:27 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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As taxas dos juros futuros operam em queda nesta sexta-feira (26), refletindo um cenário internacional mais favorável e indicadores positivos da economia brasileira. O movimento é impulsionado principalmente pela forte desvalorização do petróleo, pela redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pela queda do dólar frente ao real.

O petróleo recua mais de 3% no mercado internacional, em meio aos desdobramentos do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A perspectiva de menor risco geopolítico reduz as preocupações com a oferta global da commodity e contribui para melhorar o ambiente nos mercados financeiros.

No cenário doméstico, os investidores também reagiram a dados do setor externo. O déficit em conta corrente ficou abaixo das expectativas do mercado, enquanto o Investimento Direto no País (IDP) superou as projeções, indicando um fluxo mais robusto de recursos para a economia brasileira.

Outro indicador acompanhado nesta manhã foi a taxa de desocupação. Segundo os dados divulgados, o desemprego ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, resultado que veio em linha com as estimativas dos analistas e sem provocar mudanças significativas na percepção do mercado.

Com esse conjunto de fatores, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), referência para as expectativas de juros no país, registraram novas quedas ao longo da manhã. O DI para janeiro de 2027 recuou para 14,050%, enquanto os vencimentos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 também apresentaram redução em relação ao fechamento anterior.

A trajetória de queda das taxas reflete a percepção de menor pressão sobre a inflação e um ambiente externo mais favorável, fatores que influenciam diretamente as expectativas para a política monetária brasileira nos próximos meses.

Fonte: Estadão


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