O dólar sobe no mercado à vista, acompanhando a valorização global da moeda americana e a alta dos rendimentos dos Treasuries de curto e médio prazo. Investidores aguardam a divulgação do PCE dos Estados Unidos às 9h30, em meio a apostas de novas altas de juros pelo Federal Reserve neste ano.
Já a curva de juros recua, refletindo o alívio do petróleo pelo quarto dia consecutivo e o IPCA-15 abaixo da mediana das projeções. Investidores analisam ainda o Relatório de Política Monetária.
No RPM, o Banco Central avalia que o IPCA não deve convergir ao centro da meta de 3% até 2028, mantendo a inflação acima desse nível no horizonte projetado. O relatório também aponta revisão do hiato do produto para cima no curto prazo, com atividade ainda aquecida em 2026 e posterior desaceleração para terreno negativo em 2027. Além disso, o BC passou a tratar estímulos fiscais e de crédito como risco altista para a inflação e adotou viés assimétrico, indicando maior probabilidade de o IPCA ficar acima da trajetória de referência.
O IPCA-15 subiu 0,41% em junho, abaixo da mediana das projeções (0,44%) e do 0,62% registrado de maio, acumulando alta de 3,45% no ano. Em 12 meses, a inflação acelerou para 4,80%, acima dos 4,64% registrados até maio.
No setor corporativo, a Polícia Federal realizou nova fase da Operação Disclosure sobre fraudes de R$ 54 bilhões nas Lojas Americanas, com buscas envolvendo Beto Sicupira e o filho de Jorge Lemann. A Justiça determinou bloqueio de bens até o valor do prejuízo e investiga possível participação em irregularidades contábeis e financeiras.
No Oriente Médio, Israel e Líbano negaram retirada de tropas israelenses do sul do Líbano, contrariando declaração dos EUA. As partes seguem negociando, com mediação americana, um plano para transferência gradual de áreas ao Exército libanês e criação de uma "zona piloto" voltada ao desarmamento do Hezbollah e de outros grupos armados.
Os fluxos do comércio mundial cresceram 0,7% em abril ante março, quando haviam recuado 2,3%, em um novo sinal de resiliência da economia global diante das interrupções no transporte marítimo e da piora da confiança empresarial provocadas pelo conflito no Oriente Médio, segundo o Escritório de Análise de Política Econômica da Holanda.