COP30 cobra maior participação do setor privado para destravar financiamento climático global

Meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 depende de mais investimentos privados em países em desenvolvimento, afirma CEO da conferência

25/06/2026 às 07:38 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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A mobilização de recursos para enfrentar as mudanças climáticas passa cada vez mais pela participação do setor privado. O alerta foi feito pela CEO da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), Ana Toni, durante evento realizado na London Climate Week.

Segundo ela, o objetivo de reunir US$ 1,3 trilhão por ano para financiar ações climáticas em países em desenvolvimento até 2035 só será alcançado com um envolvimento muito maior das empresas e do mercado financeiro.

Ana Toni destacou que, embora os governos tenham avançado na inclusão da pauta ambiental em suas estratégias econômicas, a implementação das metas climáticas exige investimentos concretos e uma atuação conjunta entre os setores público e privado.

Dados recentes do Climate Policy Initiative (CPI) mostram que o financiamento climático destinado a economias emergentes e em desenvolvimento alcançou US$ 196 bilhões em 2023. Desse montante, cerca de 78% tiveram origem em recursos públicos, evidenciando a baixa participação da iniciativa privada.

Para a CEO da COP30, esse cenário representa um dos principais desafios para os próximos anos. Segundo ela, sem a ampliação dos investimentos privados, será difícil atingir os compromissos climáticos assumidos pelos países por meio das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), instrumentos que definem as metas nacionais de redução de emissões e adaptação às mudanças do clima.

Ana Toni também ressaltou que o custo do capital continua sendo uma barreira importante para a execução de projetos sustentáveis em países em desenvolvimento. Na avaliação dela, transformar compromissos climáticos em investimentos efetivos será essencial para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

A declaração reforça o papel estratégico que bancos, seguradoras, fundos de investimento e empresas privadas deverão desempenhar nos próximos anos para garantir o financiamento das ações necessárias ao enfrentamento das mudanças climáticas em escala global.

Fonte: Estadão


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