Tereos registra lucro líquido de R$ 137 milhões na safra 2025/26

23/06/2026 às 17:50 atualizado por Leandro Silveira - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 23 - A Tereos, uma das líderes mundiais na produção de açúcar, etanol e bioenergia, encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 137 milhões, queda de 62% antes os R$ 364 milhões do ciclo anterior. Segundo a companhia, o resultado foi alcançado em um cenário de preços voláteis e clima adverso, com a empresa atingindo seu "terceiro maior faturamento da história" e o "menor endividamento líquido dos últimos dez anos". A receita líquida da companhia somou R$ 5,703 bilhões, queda de 16%. O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,059 bilhão, recuo de 34%. Já a margem Ebitda ajustada recuou 5 pontos porcentuais, para 19%. Durante a safra, a Tereos processou 17,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 12,3% menor que o da temporada anterior, reflexo das condições climáticas desfavoráveis que também reduziram a produtividade no Centro-Sul. O mix de produção atingiu um recorde de 71% destinado ao açúcar, com produção de 1,7 milhão de toneladas do produto. A produção de etanol totalizou 426 milhões de litros. Em nota, a gestão destacou que o desempenho financeiro foi impulsionado por "posicionamentos favoráveis de preços" e por decisões estratégicas, como a venda da unidade Andrade, em Pitangueiras (SP). O negócio contribuiu para que a empresa alcançasse uma posição de caixa e equivalentes de caixa ao fim da safra 2025/26 de R$ 1,996 bilhão. A dívida liquida total caiu 19%, para R$ 2,197 bilhões. Já a alavancagem passou, em um ano, de 1,7 vez para 2,2 vezes. "Fechamos o ano-safra com uma estrutura financeira sólida, adequada ao perfil do nosso negócio e alinhada à estratégia de longo prazo da companhia", afirmou a diretoria no relatório, que também destacou o compromisso com a "gestão prudente da liquidez, do endividamento e dos riscos". Os investimentos totais na safra somaram R$ 839 milhões, concentrados em plantio, melhorias e manutenção industrial, com redução de 11% ante o ciclo anterior devido à "conclusão de projetos industriais relevantes" e à estabilização das áreas de plantio.

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