Óleo de soja brasileiro ganha competitividade mesmo com prêmio de exportação em mínima histórica

Ampla oferta na América do Sul e demanda abaixo do esperado por biodiesel pressionam o mercado, mas favorecem os embarques do produto brasileiro

22/06/2026 às 08:52 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
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O mercado de óleo de soja segue enfrentando um cenário desafiador em 2026. Embora os prêmios de exportação tenham apresentado recuperação na última semana, os valores continuam próximos dos menores níveis da série histórica acompanhada pelo Cepea desde 2004.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão sobre os prêmios é resultado da elevada disponibilidade do produto na América do Sul, que ampliou a concorrência entre os países exportadores. Além disso, a demanda por biodiesel no Brasil tem ficado abaixo das expectativas do mercado, reduzindo parte do suporte aos preços.

Apesar desse ambiente de maior oferta, o setor encontra um ponto positivo. A redução dos prêmios tornou o óleo de soja brasileiro mais competitivo no mercado internacional, fortalecendo a presença do produto nacional nas negociações externas e estimulando os embarques.

Na avaliação do Cepea, esse aumento da competitividade ajuda a compensar parte das pressões baixistas observadas no mercado interno. Com mais produto sendo direcionado às exportações, os impactos sobre os preços domésticos acabam sendo limitados.

O comportamento da demanda global e as políticas relacionadas aos biocombustíveis seguirão no radar dos agentes do setor nos próximos meses. Esses fatores serão determinantes para definir o ritmo das exportações e a evolução dos preços do óleo de soja ao longo da temporada.

Fonte: Cepea.


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