O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca interveio junto à companhia de inteligência artificial (IA) Anthropic, dona do modelo Claude, por preocupações ligadas à segurança nacional, mas disse considerar que a empresa respondeu de forma satisfatória às demandas do governo.
Em entrevista ao programa The Axios Show, Trump revelou que sua administração teve um desentendimento recente com a companhia. "Tivemos uma situação com a Anthropic e não gostamos do que eles estavam fazendo", afirmou. Segundo ele, a empresa passou a agir de forma responsável após o contato do governo. "Até agora, acho que eles responderam de maneira muito responsável ao nosso pedido."
Questionado se considera a Anthropic e seu diretor-presidente, Dario Amodei, ameaças à segurança nacional, Trump respondeu que essa percepção existia até pouco tempo atrás. "Agora não, mas talvez uma semana atrás", disse. O presidente relatou ter se encontrado recentemente com Amodei durante o G7 e o descreveu como uma pessoa "inteligente", acrescentando que o executivo reagiu rapidamente às preocupações apresentadas por Washington.
Apesar das críticas à Anthropic, Trump sinalizou que não pretende adotar medidas extremas contra empresas de IA. Ao ser questionado sobre a possibilidade de fechar uma companhia do setor ou assumir seu controle, respondeu que não deseja seguir esse caminho. Também disse que poderia recorrer à Lei de Produção de Defesa para regular o segmento, mas afirmou não considerar isso necessário neste momento.
O republicano aproveitou para reforçar sua visão otimista sobre a tecnologia. Segundo ele, a IA é uma transformação de escala superior à internet e poderá acelerar significativamente avanços científicos e médicos. "É maior do que a internet", afirmou. "Você terá curas médicas chegando 25 anos antes por causa dela."
Trump também voltou a defender que os Estados Unidos mantêm ampla vantagem sobre a China na corrida pela IA. Segundo ele, Washington lidera o setor "por uma grande margem" e deve continuar vigilante para impedir usos considerados prejudiciais da tecnologia.