.jpg)
Com foco na preservação do Pantanal sul-mato-grossense, o Governo de Mato Grosso do Sul vem ampliando os investimentos em iniciativas que unem conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Uma das principais ferramentas é o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Conservação e Valorização da Biodiversidade, que remunera proprietários rurais que mantêm áreas de vegetação nativa além do exigido pela legislação.
Integrante do PSA Bioma Pantanal, considerado uma iniciativa pioneira no país, o programa busca incentivar a proteção da fauna silvestre, a restauração ecológica e o fortalecimento das comunidades tradicionais. Além do PSA Conservação, a política pública também contempla o PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).
Voltado exclusivamente para proprietários rurais localizados no Pantanal, o PSA Conservação reconhece financeiramente aqueles que adotam práticas de preservação e contribuem para a manutenção dos ecossistemas da maior planície alagável do mundo.
Entre os beneficiados está o produtor rural Diego Vieira, responsável pela Fazenda Jaguarte, na região da Serra do Amolar. Contemplado pelo programa em dezembro do ano passado, ele destaca que o incentivo financeiro fortalece ações já desenvolvidas na propriedade voltadas à conservação da biodiversidade e à proteção dos recursos naturais.
Segundo Vieira, os recursos recebidos pelo PSA permitiram ampliar iniciativas importantes, como o apoio à construção e manutenção de aceiros realizados pela Brigada Comunitária da Serra do Amolar, contribuindo para a prevenção e o combate aos incêndios florestais na região.
A primeira edição do PSA Conservação beneficiou 40 proprietários rurais, com a transferência de aproximadamente R$ 3 milhões referentes à preservação de mais de 112 mil hectares de vegetação nativa excedente. A segunda chamada pública já está em andamento e se encontra na fase de avaliação das propriedades participantes, com divulgação dos resultados prevista para o próximo mês.
De acordo com a coordenação do programa, os critérios de seleção levam em conta fatores como a qualidade da gestão ambiental, a localização estratégica dos imóveis, a proximidade de unidades de conservação, a presença em corredores ecológicos e a adoção de medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais.
O PSA Bioma Pantanal é financiado pelo Fundo Clima Pantanal, criado pela Lei do Pantanal, que conta com aporte anual de R$ 40 milhões do Governo do Estado para apoiar ações de conservação e promover o desenvolvimento sustentável do bioma.
Na frente de prevenção aos incêndios, o PSA Brigadas já destinou cerca de R$ 6,1 milhões para projetos desenvolvidos por organizações da sociedade civil. Os recursos apoiam brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de iniciativas de educação ambiental voltadas à conscientização sobre o uso do fogo e à proteção dos ecossistemas pantaneiros.
Fonte: Agencia de Noticias MS