Dirigentes do Fed elevam mediana das projeções para juros dos EUA de 2026, 2027 e 2028

17/06/2026 às 16:19 atualizado por Darlan de Azevedo, Francine De Lorenzo, Isabella Pugliese Vellani, Laís Adriana, Patricia Lara, Pedro Lima e Thais Porsch - Estadão | Siga-nos no Google News
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Os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) subiram as projeções para a mediana da taxa dos Fed Funds (como é conhecida a taxa de juros dos Estados Unidos) de 2026, 2027 e 2028 este mês, na comparação com as estimativas divulgadas em março.

Para este ano, a mediana avançou de 3,4% para 3,8%. Em 2027, subiu de 3,1% para 3,6%. Já para 2028 ela avançou de 3,1% para 3,4%.

No longo prazo, a mediana se manteve em 3,1%.

Os números foram divulgados juntamente com o comunicado de política monetária do Fed, que manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75%, em decisão unânime do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).

Inflação

Os dirigentes do Federal Reserve ainda aumentaram as projeções para a inflação medida pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para este ano e 2027.

A projeção para o PCE em 2026 subiu de 2,7% em março para 3,6% em junho, enquanto a estimativa para 2027 teve avanço de 2,2% para 2,3%. Enquanto isso, as expectativas do PCE para 2028 e no longo prazo permaneceram sem mudanças em relação a março, em 2%.

As estimativas para o núcleo do PCE - medida que exclui itens como alimentos e energia - também subiram. A mediana passou de 2,7% para 3,3% em 2026, de 2,2% para 2,5% em 2027 e de 2% para 2,1% em 2028.

Atividade

A mediana das projeções dos dirigentes do Federal Reserve para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real dos Estados Unidos de 2026 foi revisada para baixo, de 2,4% em março para 2,2% nesta quarta-feira.

Para 2027, a projeção se manteve em 2,3%. Já para 2028, a revisão foi para cima, passando de 2,1% para 2,2%. No longo prazo, a projeção se manteve em 2%.

Desemprego

O Federal Reserve revisou ainda para baixo sua estimativa para a taxa de desemprego em 2026, que passou de 4,4% nas projeções de março para 4,3% no documento divulgado nesta quarta-feira.

Para 2027 e 2028 não houve alteração, com as taxas em 4,3% e 4,2%, respectivamente.


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